Chapter 2010 – Act 04, Page 13

Acabo de retornar do hospital onde passei exatos 10 minutos, nunca antes em toda a minha vida passei tão pouco tempo dentro de um hospital. Fui atendido por uma médica tão fresca que nem ouviu os meus sintomas, nem me olhou e disse que não era nada, apenas uma gripe simples e passageira, me receitou alguns medicamentos e disse para eu tomar por 5 dias e se não melhorasse para procurar um hospital novamente. Disse à ela que estava preocupado com os sintomas, pois já tive a Gripe Suína e ela me interrompeu e disse: os sintomas da H1N1 são completamente diferentes e … Minha vez de ser grosseiro e a interromper: como a senhora diz que os sintomas são diferentes se não ouviu os que tenho? E a você quer dizer para mim, que já contraí o vírus, que os sintomas são diferentes? Sabe o que você deveria fazer com o seu diploma e CRM? Jogar fora, queridinha. Tomei a receita da mão dela e saí do consultório.

Paro agora para refletir a cena, sempre ouço as pessoas reclamarem dos hospitais públicos, mas os particulares estão péssimos e com médicos cada vez mais grosseiros e inexperientes. Como pode um dos melhores hospitais de São Paulo ter médicos tão incompetentes? Fico pasmo com isso? Ouvi uma coisa da minha professora de análises clínicas, que começo a pensar ser verdade: os melhores profissionais da saúde estão no setor público, é só observar o pessoal do Instituto Adolfo Lutz.

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