Chapter 2011 – Act 09, Page 14

Devaneios – 2011.09.14

Há muito quero desabafar, mas não consigo parar para ordernar meus pensamentos! Sinto vontade de correr, gritar, pular e, até mesmo, de desistir. Com o tempo correndo desenfreadamente, minha mente se distrai e quando noto o tempo não mais está sob meu controle. Chego até a pensar se um dia ele esteve.

As palavras surgem em minha mente como trovões, veem fortes e rápidas, tão rápidas que nem mesmo meus dedos conseguem registrá-las. As vozes gritam coisas absurdas, falam coisas desnecessárias e isso me deixa com uma forte dor de cabeça. Sinto como se eu fosse bipolar, sinto que muitos querem dizer, minhas mãos tremem, minha boca seca, minha garganta doi, meu corpo tenta se mover mas não consegue, e a única frase que ecoa em minha mente é: “Sou apenas UM, mas tenho a força de MUITOS; ando SÓ, porém NUNCA estou sozinho!”. E meu coração aperta no peito, minha mente me mostra em flash tudo o que vivi, coisas que fiz, e coisas que nunca sei se realmente fui capaz de fazer!

Por vezes, sinto-me incapaz de algo, incapaz de lutar, viver, correr, gritar, pedir socorro … Sei que para os ‘normais’, tudo o que sinto significa que estou a um passo da loucura. Talvez os ‘normais’ estejam certos, e realmente eu já esteja com todos os pés na loucura! Não sei, sinto coisas que ninguém sente, e não posso falar sobre elas. Não posso compartilhar o que sinto com ninguém, e isso é para o bem de todos. Talvez um dia eu possa gritar aos ventos o que realmente se passa em minha mente e corpo!

Sei que hoje nada sei, e sinto a necessidade de conversar com alguém! Corro aos amigos que sei que posso confiar minha alma, que há muito já está ‘vendida’ … Meu corpo, mente e alma já não mais me pertencem; talvez um dia, num passado bem distante eles possam ter me pertencido por completo!

Sinto que lhe conheço há muitos Invernos, muitos deles frios e escuros. É estranho como, naquele primeiro dia em que nos conhecemos, por ti me afeiçoei de tal maneira que não mais pude controlar os mistérios de Ágape! Senti, naquele exato dia, que você havia voltado, e que pelo destino traçado pelos deuses nós havíamos nos encontrado novamente. Não sei o que tu sentiu exatamente, porém sei que o que eu senti por ti, nunca havia sentido por ninguém antes nesta vida. Por mais que outros braços encontraram os meus, outras bocas provei, outros prazeres tive, sei que nada poderia superá-lo! Passei anos a sua espera, e este tempo parece que passara sendo apenas um dia, porém hoje não consigo parar de pensar em ti!

Pelos deuses, o que está havendo !? Sei que não posso quebrar as regras do destino e ver o que está acontecendo comigo, sei também que alguns dons nos são dados para ajudar aos outros e não a nós mesmos. Sei que tenho que entregar-me à sorte do destino, e isso já fiz há muitas primaveras, mas o aperto que assola meu coração me derruba, me deixas desnorteado.

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