Chapter 2012 – Act 01, Page 02

Acordo sob os tilintares de vozes ecoando em minha mente, sei que as entendo, porém não consigo decifrá-las. Elas me dizem coisas que devo saber, mas que não posso ouvir. Nessa manhã morna de verão, meus olhos relutam para abrir, meu corpo em total frenesi de sono se recusa a levantar, mas a longa jornada de mais um dia começa.

O Sol já brilha forte no ceu, e logo reparo que a infeliz manhã de segunda-feira chegou, e estou atrasado para sair de casa e ir à agência. Imagens marcantes passam pela janela, e fazem meus pensamentos voar. Me questiono como pode haver tanta diferença num mundo onde a maioria é igual. Complexo, mas é o que sinto.

Vejo senhoras passando avulsas por uma multidão sem tempo, vejo crianças vivendo a vida de adultos, onde ninguém mais questiona sobre a cor preferida e já logo perguntam sua idade, vejo a vida de muitos se esvair pelos batentes. Sou obrigado a ver e ouvir as pessoas fazendo promessas duvidosas e mesquinhas para o início do ano, promessas às quais ninguém será capaz de cumprir. Pessoas são tão previsíveis que se realmente quisessem mudar algo em suas vidas, o faria e não esperaria uma providência divina para tal.

As luzes piscam, os olhos piscam, a vida pisca, mas tudo é tão rápido que torna-se imperceptível. Às vezes os momentos passam tão rápidos que não somos capazes de apreciá-los, mas eu faço um apelo a todos, reduzam a marcha e apreciem todos os momentos, sejam eles bons ou ruins. Não se abata por motivos tolos, não se deixe levar por falsas histórias e nem feche as portas para o futuro desconhecido.

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