Chapter 2012 – Act o1, Page 03

Manhã. Acordo e me demoro a perceber que já acordei. O tempo passa rápido pela manhã, e quando percebo já estou novamente sentado frente ao computador olhando o tempo passar de forma linear. Letras, números, imagens e sons, tudo passa diante meus olhos e ouvidos, e não percebo o que estou perdendo.

Vejo as folhas caírem, as nuvens passarem, os pássaros cantarem, e percebo que realmente o mundo gira rápido, dá voltas e voltas no mesmo centro e, apesar de nada parecer mudar, tudo muda tão rápido quanto a Terra gira. Percebo que realmente perdemos muitos momentos interessantes, momentos simples e carregados de significados.

Pessoas me olham diferente, como se eu fosse um ser de outro planeta, talvez é por causa do jeito que me porto perante a massa populacional. Prefiro passar ereto e ir adiante, do que abaixar a cabeça perante o preconceito irracional de muitos. Tento terminar a noite de uma maneira agradável, sem me importar com o olhar de abominação.

O que realmente me alegra, é saber que chegarei em casa e serei recebido pelo sorriso mais lindo e sincero do mundo, ouvirei o “titio” mais gostoso do mundo. Brincando com a minha princesinha, sou levado por ela aos mais belo dos castelos, passando por inúmeros contos de fadas, histórias sobre princesas, dragões e príncipes encantados.

A noite está em seu ápice, a lua brilha média no ceu e o vento sopra suavemente. Tento dormir, mas não consigo descansar, a noite se demora a passar e as sombras surgem dos cantos e se elevam pelo quarto, levando-me ao reduto dos sonhos.

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