Chapter 2012 – Act 01, Page 14

Babilônia, sei que hoje a veria. É impressionante, mas tinha a certeza que deveria seguir a consciência aflorada pela mão da Deusa, pois os fatos que se sucederam foram uma cadeia de acontecimentos precisos e muito marcados por ‘estranhas’ coincidências. Tinha de ir à Nothmann, sabia que iria precisar voltar àquela avenida, tinha de passar desapercebido por conhecidos e assim ser buscado entre a multidão, tinha de aguentar mais uma noite em claro para poder ter a certeza de que realmente … bem, isso você irá descobrir num futuro, talvez próximo.

Nada funciona normalmente sem o acaso, impressionante como nunca reparamos nas coincidências que a vida pode nos dar, nem mesmo às inúmeras sensações que podemos ter ao sentir que somos uma ferramenta, um corpo que serve de fluxo, um instrumento fugaz que corre sem um destino traçado com padrões humanos.

Pangeia, tenho a certeza de que muitos que irão ler isto e não fazem a menor ideia do que se trata, porém eu sei e a uso para explicar um fato, um estudo que simplesmente aprendi, aliás, o compreendi em um determinado dia. Nada é por acaso, nem mesmo um determinado inconveniente. Engraçado afirmar que minha mente é como se fosse um refúgio, e realmente é, vejo tudo com a graça que tem.

As pessoas me olham de forma diferenciada, sou apenas um jovem nada puritano, tentando viver de um modo que não precise me arrepender dos meus atos, meus amores, minha vida. Sei que algumas das escolhas são erradas, mas faço de tudo para tentar sempre fazer as escolhas certas, não é fácil suportar o peso da vida sobre os ombros e sempre estar de cabeça erguida e semblante sereno. Às vezes necessito de uma realidade alternativa, onde realmente posso ver a graça do mundo como uma criança faria.

Não sou santo, e também não quero ser, mas quero apensar ser tratado como apenas um jovem normal, ser respeitado como respeitas teu filho. Não peço sua bênção, pois para mim de nada valerá teu consentimento sobre meus atos. Nada lhe peço, além do exercício do seu dever como cidadão, e meu direito como tal. Não, não sou santo, e talvez esteja muito longe de ser, perante teus olhos. Tu sabes que posso ser maior que me mostro, sabes também que não me abato facilmente, e que não sou apenas um garoto como menciono ser.

Jogaram minha liberdade a prêmio, mas nada lhe dá o direito de caçá-la. Liberdade é algo que prezo, com total valia que devo dar, tens o direito de conquistar minha gratidão, mas não expor minha facilidade de me atrever a ser normal. Quero poder correr por teus bosques sem ter medo de ser apontado como mais um pagão insanos, ou mesmo um homossexual leviano. Quero correr sem rumo, e que se for parte dos planos da Deusa, viver em paz ao seu lado.

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