Chapter 2012 – Act 02, Page 03

Uma Rosa Escarlate

 

Eu vejo pelo teu sangrar solferino,

Formasse uma linda rosa escarlate

Como uma rainha, de movimentos divinos,

Dando ao meu suposto rei, um xeque-mate…

~

Impedindo-me de me movimentar,

Pois fui vencido pela cilada de teu jogo

Que me pôs no seu fogo a queimar,

Incendiado por sua rosa de fogo…

~

É a rosa escarlate, afastando ânimos revés,

Formando-se mulher sobre a minha cama,

Fazendo tremular sua flâmula no meu convés,

E agitando meu mar, como procela profana…

~

Agora digo que há perfume até nos seus lábios,

E na ponta da língua há prazeres escondidos

Então sigo escrevendo em meus alfarrábios,

Estes detalhes que não podem ser esquecidos…

~

Detalhes como a tua tatuagem de beija-flor,

Que acende aos meus desejos de menino

Fazendo-me enxergar a cor do teu amor,

Em tons vermelhos…Escarlates…Solferinos!

~

Então quero que entenda, no meu olhar azul,

Que há o seu reflexo, como um brilho no mar

Tendo a certeza, nos caminhos de norte a sul,

Que eternamente, eu irei te amar…

~

E assim, nunca dirás que eu te esqueço,

Pois está presente no vermelho desta flor

Saiba que por você, sempre volto ao começo,

Pois é sempre bom, reviver o nosso amor…

~

Retirando seu vestido, com mil malícias,

Para sentir a tua pele cor de chocolate

E provando de todas suas delícias,

Simbolizadas por essa rosa escarlate.

 

Marcos Ramos

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