Chapter 2012 – Act 02, Page 04

Adormeço quando o Sol começa a mostrar seu brilho no esplendoroso ceu, e desperto quando ele começa a pensar em ir para trás dos montes, observar de longe o resplendor que a Lua têm. Feliz estou por re-encontrar amigos caros, que há muito não via, já sentia saudades de minha prima, que não via há alguns dias. É gostoso saber que existem pessoas que realmente podem te fazer bem, lembrar-lhe que a vida foi feita para sorrir. Confesso que levanto ainda meio zonzo, sem querer compreender o estranho sonho que tive essa noite, uma mistura de prazeres e consciência pesada.

Bem, não vou negar que tomei um delicioso café da manhã às 17h30min, com companhia muito agradáveis para mim. Há, quando digo café da manhã, eu realmente quis dizer isso, com direito à achocolatado batido e gelado e baguete na chapa com requeijão. Isso apenas está abrindo o início da noite, e sei que será memorável como todas as outras noites semelhantes, marcada de conversas com grande diversidade de intelectos e assuntos, bebidas (no meu caso apenas um refrigerante) e devaneios espetaculares.

Certa vez, em um desses devaneios espetaculares, eu e minha prima entramos numa vibração tão constante de devaneios que compreendemos como funcionou o período da pangeia e como isso influenciou a construção das sociedades, e como a diversidade cultural começou, quando os fugitivos das grandes civilizações começaram a fugir e abrigar-se em outros lugares, construindo uma nova ‘cidade’ sem a regência da civilização a qual pertenceu, dando-se ai uma variação cultural dentro de uma mesma cultura. Isso é complexo de mais para explicar tão resumidamente, esse devaneio aconteceu em um estado de sobriedade, e levou uma noite inteira para se desenvolver e chegarmos à essa conclusão interessante. Um dia, talvez possamos sentar num café e eu lhes conto melhor esse devaneio.

E quando retornamos do um barzinho próximo à casa da minha prima, nos munimos de pizzas e refrigerantes para recomeçarmos nossos devaneios mais complexos sobre o assunto que se desenvolver. O mais legal é que, muitas vezes convergimos de alguns pontos de vista, mas sempre com respeito e sabedoria, expomos nossos pontos, debatemos e argumentamos sobre os mesmos, gerando assim uma grande discussão onde sempre conseguimos enxergar o real principio de todo o problema. Eu sempre falo que gostaria de ser mais humanitário do que sou, mas eu sou um escorpiano e não consigo ser hipócrita em ‘pregar’ um conceito que eu mesmo não o seguirei. Sempre analisarei a situação pelo lado da razão, expondo os erros e acerto de ambas as partes.

Confesso que às vezes vivo um dilema interior muito grande, entre fazer uma campanha que induzirá a compra de um produto que as pessoas não têm a necessidade de ter, mas o querem por status, ou agir com meu lado humanista e falar que não farei tal campanha porque milhares de pessoas com pensamento limitado irá deixar de comprar o alimento da família, para adquirir um produto do qual não precisam, mas o querem por causa do maldito status que a sociedade impôs à população.Tá, ainda sou novo e sempre acabo por decidir fazer a campanha e lucrar com isso, pois eu tenho a ciência de que se não preciso de uma coisa, não a comprarei apenas para mostrar aos outros que tenho.

As pessoas são diferentes, e eu sou um rapaz que pensa com os pés no chão e a mão no bolso. Não tenho o olhar caridoso de uma ‘freira’ para pessoas em circunstâncias que comoveriam as boas madres, mas sei compreender determinadas situações. Só pareço ser um grande individualista filho da mãe, que não dá importância para os outros, mas no fundo eu sou um rapaz interessado por determinados casos e circunstâncias, por exemplo, pobreza extrema, casos de maus tratos e qualquer tipo de violência contra crianças e animais me comovem muito.Mas, talvez eu seja realmente um grande filho da mãe aos olhos da sociedade, mas como eu diria f***-se essa p**** de sociedade falsa e moralista, que mal consegue enxergar um palmo diante do nariz.

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