Quando tudo começou!

Há muito que penso em iniciar um blog, mas acho que o que faltou em todos esses anos foi coragem. Hoje estou eu aqui, com um blog criado, porém com certo receio de não poder fazer deste um local de refúgio para quem precisa, ou simplesmente atualizá-lo periodicamente.

Escrevo este post sem ao menos saber o nome do blog, mas isso não tem o menor sentido agora. O que eu mais anseio com esse blog é fazer com que quem o ler, sinta-se bem, e saiba que quando pensar que está sozinho numa situação, definitivamente não estás e que em algum lugar do mundo existe alguém na mesma situação.

Sempre procurei refúgio em muitos blogs, sites, livros, amigos e no silêncio do escuro. Sempre me basiei na citação de Clarice Lispector, ‘Sim, minha força está na solidão. Não tenho medo de chuvas tempestivas, nem das grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite’. Essa citação é, para mim, de uma forma ou de outra, uma verdade tão clara quanto o sol é quente e a lua é fria. Quando você está quieto no escuro, você consegue ouvir e ver coisas que os outros simplesmente não reparam.

Aqui, encontrarão devaneios de minha mente insone, palavras perdidas, textos sem rima, uma voz muda, um sorriso enigmático, floreios de uma verdade comum, intolerâncias às mentiras dissiminadas, uma visão crua e real sobre tudo e ao mesmo tempo sobre o nada, uma serenata sem rosas, um girassol sem sol, um pomar infrutífero, uma lápide vazia e cores no escuro.

Talvez, tu fiques com medo, perplexo, ou até mesmo, inebriado com tais pensamentos e ideologias, mas por favor, não se sinta estranho por isso, sinta-se apenas diferenciado. Suas palavras ocas e sentimentos vazios, serão sempre bem-vindos nesta humilde morada dos ventos perdidos, aqueles que se soltam e nunca mais re-encontram o caminho.

Agradeço aos deuses cada momento que vivo e convivo. Tudo ocorre ao seu tempo, talvez não conseguimos interpretar corretamente os sinais disso, mas tenha a certeza de que os deuses, definitivamente, sempre sabem o que é melhor para todos nós. Você nunca se perguntou quem era aquela senhora que estava ao seu lado tentando diminuir a febre que lhe atingira naquela noite fria, onde tu sonhavas que estava preso em uma caverna escura e vermelha e eras perseguido por pedras gigantescas? Reflita!

Sim, sou o enigma ainda não decifrado. Falo através de paradigmas e metáforas, aprenda a interpretar e confie na sua intuição, ela certamente saberá o que estou dizendo. As interpretações são pessoais, então não tentes igualar as tuas com as minhas, com certeza teremos resultados conflitantes. Saberás que realmente estás louco quando tiverdes a certeza de que me conheces perfeitamente bem, eu mesmo ainda não me conheço inteiramente, mas sei o que se esconde no fundo mais negro de minha mente insone e efêmera.

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