Chapter 2013 – Act 05, Page 25

Exú e pombagira, tenho tanto a falar sobre a linha da esquerda e ao mesmo tempo tantas dúvidas e certezas, tantos amores e dissabores, tantos ‘tantos’ a serem ditos e muito mais a ser perguntado. Queria tanto poder responder tudo, compreender de uma só vez o que se passa, mas sei que o processo de evolução é lento e demorado, então, vou aproveitar cada segundo dessa nova experiência.

Hoje, aconteceu a minha primeira gira de Ciganos, meu povo do Oriente que veio me ajudar e me ensinar, e vieram trabalhar também. O conceito trabalhar me soa estranho ainda, mas é assim que deve ser, eles trabalham e se divertem enquanto o fazem, com muita dança e alegria. Bem, aprendi que eles não são ligados diretamente com a linha de esquerda, como um dia eu pensava. As linhas às vezes se tornam confusas em minha mente, mas logo essa confusão se desfaz, e compreendo o que cada uma representa.

Abaixar e atrofiar, perder os movimentos conscientes das pernas, e o único som que sai da boca é um rugir misturado com um esganiçado grito, algo que assustaria qualquer um numa rua escura à meia noite, e milhares de gargalhadas ecoando em minha mente insone e efêmera. Sei tudo o que está acontecendo, mas perco a noção do que se passa ao meu redor, é como se eu assistisse aquele espetáculo, como um espectador único e num camarote.

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s