Chapter 2013 – Act 06, Page 20

Hoje é marcada a vigésima página do sexto ato do capítulo dois mil e treze, poderia ter uma significância maior, um sentido mais nobre, ou até mesmo um ato interessante para ser lembrada na minha história, assim como a página treze deste mesmo ato. Vejo a vida passar sorrateira pela janela do ônibus, sentado observando que nada mudou, exceto o medo crescente daqueles que se empossam do poder para subjulgar os outros. A impotência e incompreensão de uma sociedade inteira me enoja, me canso com facilidade de verdades sem importância, de falsos moralismos, e também de moralistas cretinos. Todos fedem, tudo fede, você pode feder também, basta ser diferente deles.

A água marca a janela escura que divide minha realidade da realidade do mundo afora, agora eu sou uma pequena parcela, que apanhou e respirou gás até sangrar, sangrar de dor, de fome, de miséria, de medo e de desespero. Desespero de morrer tentando mudar algo, e falhar. Falhar pela incapacidade de ser compreendido por seus atos pacíficos. Ser pacífico, que por muitas vezes fora confundido com ser passivo. Passivo a situações ridicularizada por aqueles que se dizem morais, e então me pergunto para que serve a fétida moral deles, se não para oprimirem meu grito, me imbuírem o pânico, tentar calar minha voz rouca, que de tanto clamar por mudanças agora jaz muda. Reintegro  a ti, sou o futuro da tua nação.

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