Chapter 2013 – Act 07, Page 08

Ver no escuro, do escuro e pelo escuro, e ter a certeza que ninguém pode te ver, ouvir, sentir e ter. Como recorrer a um velho e furtivo efeito, sem nada ferir e machucar, sendo essa minha maior habilidade, e, ainda hoje, sei o que tu estás fazendo. Ah, como é doce lembrar dos desígnios da grande mãe, e saber que alguns possuem dons e, ainda assim, os desperdiçam de forma tão esdrúxula e pitoresca. Posso te procurar por entre a multidão, saber o que estás pensando, sentir o que te estás sentindo, e ainda posso fingir demência nesta relação de sobrevivência advinda de uma relação caída e sem o menos sentido. Hoje não mais digo à pessoas “tenha medo, pois sei o que pensas”, mas talvez deveria voltar a dizer e impor um respeito que as pessoas já não mais possuem, afinal, eu ainda sou assim.