Amor, simplesmente acontece …

Aprendi que é certo assumir todas as formas de amor, e que não devemos nos punir por manifestá-las, aliás, pela Manifestação do Amor. Levemos em conta que é o amor que nos manipula, e não nós que o manipulamos, e o amor carnal pra mim é natural, assim como foi para os meus ancestrais, e eu não irei corromper a natureza do amor, com esses conceitos mesquinhos dos cristãos apaixonados.

Há muito tempo decidi que não iria mais me deixar levar por Ágape. Passei um bom tempo sem que a forma de amor maior agisse por si só na minha vida, confesso que por medo de amar novamente. Conquistei muitas coisas sem amor, e foi quando perdi ‘tudo’ o que não havia sido conquistado com amor que acordei e percebi que de nada vale a vida sem amor. Foi então que compreendi que nada somos se não amarmos, e logo tratei de afogar nas águas fundas do mar o amor reverso, que bem alimentado por infortúnios se transforma em algo tão poderoso quando o próprio amor, o Ódio.

Em constante transformação se encontra meu ser, aprendendo a lidar com todas as situações que o amor me impõe, e desde então nunca mais recriminei as manifestações dele, por serem algo que ultrapassa os limites da compreensão do meu ser, ainda mais quando se faz presente nos rituais das grandes celebrações. Amar, respeitar e viver, com o tempo vou melhorando aos poucos, e a cada ano me reencontro com o amor maior, e a cada encontro ele se mostra mais poderoso e autêntico, pois quando acreditamos nele, ele se intensifica e age por si só.

Tenha cuidado em lidar com o amor, seja ele Eros, Philos ou Ágape, pois eles entram na sua vida, transformam tudo e quando partem para deixá-lo digerindo seus ensinamentos, podem causar uma verdadeira desordem na sua vida, sentimentos e noções de amor e amizade. Não se prenda aos padrões modernos das formas de amar, pois no amor tudo é válido, tudo pode ser feito e tudo pode ser compreendido. Ame sem medo de sofrer, pois o medo enfraquece o amor, e não somos nada sem amor, além de um saco de ossos e carne vazio de sentimento, mas rico de riquezas mundanas e desnecessárias para a alma.

[Escrito em 17 de julho de 2012, e tão atual hoje, quanto à época.]

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