Chapter 2013 – Act 07, Page 16

Talvez, perdido neste quarto estranho, não sei quem sou. Até ontem me lembro de ser alguém por quem tu se apaixonastes, mas hoje sou a força do destino que move o cavalo por entre a estrada sem fim, caminhando ligeiro sem rumo ou ponto de chegada. E qual seria o ponto, ou seria apenas mais uma ponta, ponta que salva as manhãs nubladas e frias, ponta que abre a mente e refresca o ser numa manhã fria e molhada. Qual o caminho que devo fazer, por onde caminhar, agora tudo ao redor está calmo, quieto demais para ser notado, sou capaz de ouvir minha própria respiração fatigada da viagem, mas para onde fui, como fui e para onde estou indo… talvez um dia possa encontrar estas respostas, mas como passe de magia, a boa e velha magia da vida, oculta sob os olhos daqueles que preferem não enxergar suas cores fortes e brilhantes. Chego, paro, olho ao redor e vejo que nada sou, além de mais um ponto no universo, capturado pelo sistema opressor que me obriga a levantar pelas manhãs e marchar até um local, onde nossa mente voa e meus dedos se tornam ligeiros, a brisa me pega como num turbante de seda, e então tudo esvanece novamente.

No escuro vejo uma escada à direito e um corredor estreito ao fundo, estou delirando, devo subir ou seguir… parto para a interminável escada, regida por um tapete cinza, à esquerda a escuridão, à direita uma parede iluminada. É chegada a hora de despertar e seguir à diante, rumando pelo desconhecido e desbravando o mundo perdido, talvez seja esse o mundo perdido na minha própria mente.

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