Chapter 2013 – Act 07, Page 17

Às vezes tudo me irrita, às vezes nada me cansa, e às vezes sou apenas um, caminho e cantando por esse caminho torto e desgastado pelo vento forte. Posso ver ao longe o Sol poente, e continuo caminhando com a esperança de que haverá um dia em que chegarei ao Sol e junto a ele ei de dormir, detar-me-ei sobre as águas serenas deste tempestuoso céu cinza e gélido, o calor do frio aquece minha alma errante e me direciona no caminho turvo. Algo já começou a mudar, sinto essa mudança e essa transformação, creio que chegará o dia onde o estranho será aquilo que hoje dispensamos e nada mais fará sentido à tua mente cansada e fatigada de tanta alienação, com todas essas cores e formas vibrantes do mundo à tua volta, e eu estarei lá, sorrindo e cantando mais uma canção, firme e forte como hoje sou e amanhã serei. Será que não há nada neste mundo que nos faça diferente, diferente do que conhecemos como padrão, diferente do que sonhamos ser com profissões programadas e destinadas a nós, como bastardos inglórios de uma sociedade manchada pelo sangue dos inocentes que construíram suas casas fétidas e são rechaçados por terem tido a escolha de ser diferente de você, escolha essa que todos temos e, que um dia, eu também fiz. Hoje sou livre, livre das tuas amarras mundanas e mesquinhas, livre do você, livre deste mundo, sou eu errante como a estrela que segue seu caminho brilhante pelo negror do universo.

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