Chapter 2013 – Act 07, Page 21

É tão simples desistirmos das coisas e abrir mão de tudo, ou simplesmente ignorá-las e fingir que não vemos nada. Se fosse em outros tempos guri, com toda certeza, tu já teria tomado um belo de um puxão de orelha, e por essa ser a reincidência do caso, eu não seria tão tolerante contigo. Mas, são nessas minhas pequenas atitudes que compreendo que estou mudando, crescendo e evoluindo, pois hoje respiro e penso melhor, respiro novamente antes de falar, e respiro mais uma vez para ver se tudo fez sentido e não fui rude, mas antes não era bem assim que eu fazia e lidava com as situações, sempre me observei a situação por todos os ângulo, e sempre me coloquei também no seu lugar, via como poderia ser difícil a decisão, mas era nesse ponto que me tornava intolerante e descartava a ‘aceitação’ da atitude que tu tomastes, pois eu faria de forma completamente diferente de ti. Mas, os tempos são outros, e melhorei mais ainda, hoje compreendo que por mais que fizesse diferente, quem deveria ter tomado a atitude mais coesa era você, e não eu, hoje aceito a atitude das pessoas, mas mesmo assim exponho meu ponto de vista, sendo tolerante e compreensivo.

Sim, sei que fui imensamente redundante no parágrafo anterior, mas o que posso fazer se essa ideia não é algo que consigo realmente explicar com riqueza de detalhes em palavras. Mas de que me adianta ficar aqui escrevendo lamúrias e devaneando sobre sua falta de atitude? Nada. Vou andar de patins com um casal de amigos, e no meio do caminho ajudamos um cavalo abandonado no meio da cidade de São Paulo, compro pão para aquele grande cão de montaria, enquanto meu amigo se preocupa com a sede dele, com a ajuda de uma outra senhora conseguimos levá-lo em segurança para uma rua de acesso à avenida para que os órgãos públicos pudessem se encarregar de levar o cavalo em segurança para ser cuidado.

Algo que me revolta mais do que abandonarem um cavalo lindo numa avenida no meio da cidade, é ignorarem a presença de uma senhora cega no ponto do ônibus, ninguém vai até perguntar se ela está esperando por alguém, ou perguntar para ela qual ônibus ela irá pegar, para avisá-la. Não consigo ser passivo a tais situações, pergunto à senhora para onde ela irá, e ficamos (eu e meus amigos) ali, aguardando pacientemente com ela o ônibus dela, ele servia também para nós, pois passava em frente ao parque do Ibirapuera. E assim terminará o dia, às 18 horas chegando ao parque e andando de patins, skate e bike até as 20 horas, e depois lanche natural e buteco na Augusta, conversando sobre magia, bruxaria, meditação, espiritismo e espiritualidade.

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Morta – Guy de Maupassant

Não havia lua! Que noite! Sentia medo, um medo horrível, nesses caminhos estreitos entre duas filas de túmulos! Túmulos! Túmulos! Túmulos. Sempre túmulos! À direita, à esquerda, à frente, à minha volta, por toda parte, túmulos! Sentei-me num deles, pois não podia mais caminhar, de tal forma meus joelhos se dobravam. Ouvia meu coração bater! E também ouvia outra coisa! O quê? Um rumor confuso, indefinível! Viria esse ruído do meu cérebro desvairado, da noite impenetrável, ou da terra misteriosa, da terra semeada de cadáveres humanos? Olhei à minha volta!