Chapter 2013 – Act 07, Page 28

Não sei se sinto raiva ou compaixão de mim mesmo. O tributo à Elis Regina era às 12 horas, e eu acordo às 14 horas, é evidente que não conseguiria assistir, mas nem que se eu me esforçasse. Mas quer saber de uma coisa feliz, posso não ter ido ao tributo, mas fui andar de patins no Parque do Ibirapuera com o Allan, sem sombras de dúvidas, meu melhor amigo, verdadeiramente um irmão pra mim.

Acredite em mim que ficar 4 horas e 30 minutos em cima de um patins parece cansar, mas os pés de um bailarino já está acostumado a ser ‘mal tratado’ às vezes. Não há nada melhor do que fazer aquilo que você mais ama na vida, nos dias que são destinados à depressão, um dia prometi a mim mesmo que não mais sentiria o fel deste sentimento vil. Andar de patins e voar com a imaginação aberta.

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Bruxaria e Vampirismo – H. P. Lovecraft

Lilith, intimamente associada aos vampiros, e também às bruxas, é um espectro que paira sobre a religião judaica. No ato sexual, ela ficava por cima de Adão, e não quis ser subjugada pelo macho, daí sua revolta. Esse fato retrata, talvez, a transição dos cultos à deusa para o deus judaico, de uma sociedade agrária ou coletora para uma pastoril. Esse fato se repetiu inúmeras vezes pelo mundo (com isso não estou falando de sua existência objetiva, e sim subjetiva, mas com exteriorizações no mundo). Lilith, em sua origem, deve ter sido um arquétipo da grande deusa mãe, que tentou resistir à invasão do patriarcado. Possivelmente Abel, o pastor, foi sacrificado a essa grande mãe. Mas as coisas não foram tão fáceis para os pastores patriarcais. Muitas mulheres judias ficaram fascinadas pelo culto à grande mãe. Um bom exemplo é a história de Sodoma e Gomorra. Lot foi expulso da cidade; vejam esta passagem: “O povo de Sodoma cercou a casa de Lot, do mais velho ao mais jovem. E eles proferiram: Que se vá embora, um estranho, que veio morar conosco e agora quer ser um juiz”.