Bruxaria e Vampirismo – H. P. Lovecraft

Lilith, intimamente associada aos vampiros, e também às bruxas, é um espectro que paira sobre a religião judaica. No ato sexual, ela ficava por cima de Adão, e não quis ser subjugada pelo macho, daí sua revolta. Esse fato retrata, talvez, a transição dos cultos à deusa para o deus judaico, de uma sociedade agrária ou coletora para uma pastoril. Esse fato se repetiu inúmeras vezes pelo mundo (com isso não estou falando de sua existência objetiva, e sim subjetiva, mas com exteriorizações no mundo). Lilith, em sua origem, deve ter sido um arquétipo da grande deusa mãe, que tentou resistir à invasão do patriarcado. Possivelmente Abel, o pastor, foi sacrificado a essa grande mãe. Mas as coisas não foram tão fáceis para os pastores patriarcais. Muitas mulheres judias ficaram fascinadas pelo culto à grande mãe. Um bom exemplo é a história de Sodoma e Gomorra. Lot foi expulso da cidade; vejam esta passagem: “O povo de Sodoma cercou a casa de Lot, do mais velho ao mais jovem. E eles proferiram: Que se vá embora, um estranho, que veio morar conosco e agora quer ser um juiz”.

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