Chapter 2013 – Act 07, Page 29

Todo o mal humor que não extravasei no final de semana, devido à semana inteira sem quase dormir, se acumulou hoje, sem paciência para pessoas, ideias tolos, mesquinhez, e todo tipo de ‘coisinhas’ que me irritam profundamente, a intolerância se tornou meu sobrenome hoje. Em respostas curtas e diretas se resume meu dia na agência, sem sorrisos falsos e sem paciência com determinadas pessoas. Mas o dia chega ao final e tudo vai melhorando, sinto o friozinho atingir a alma, vejo a neblina começando a se formar e então a lua minguante no céu escuro e frio, e a esperança de ouvir a voz reconfortante do Alexandre.

Advertisements

Maldição Ancestral – H. P. Lovecraft

Por que não saí correndo naquele momento? Eu podia ir muito bem para casa sozinha… podia pegar um táxi, ou ir a pé. O Gabriel deixara a porta apenas encostada e, se ele tentasse me impedir, aquele rapaz magrinho ia experimentar o que é o golpe de Judô Ippon-seoi-nague seguido de uma chave de braço! Eu poderia escapar se quisesse, mas estranhamente sequer me mexia. Pensei que era o medo que me paralisava, um medo tão intenso como jamais imaginei poder sentir, um terror quem nem mesmo o estranho vídeo justificava. Mas por que não me mexia? Mas por que queria ficar? Algo dentro de mim pedia para que ficasse, algo que se misturava com o medo e o fazia paralisar minhas pernas.