Chapter 2013 – Act 09, Page 04

Vejo os campos floridos como se estivesse morto, tavlez esteja morto por dentro, e sobrevivendo por fora, ou deve ser o contrário. Teus olhos azuis já não iluminam mais meus dias tristes, sinto a falta do frio que me passava entre as mãos que me arrastava para o outro lado, eu sei que deveria ter sido mais forte que você, mas então padeci ao teus pés, sentada e calada à sombra daquilo que um dia me impulsionava a diante. Hoje, amargurada estou em teus lindos campos floridos, com aves piando alegres neste calabouço sem fim, a imensidão já se faz presente em meu corpo, será que serei obrigada a viver a eternidade refinada a este espaço ínfimo e totalmente desconcertante? Quero minha liberdade de moça de volta, quero correr nua por entre as minhas matas e lá morrer, e ter meu corpo desfalecido por cima das folhas secas que caem das árvores ao meu redor, aí sim, ei de descansar em paz. E loucos são aqueles que me apedrejam em suas mentes, pensando que sou mais uma louca que corre por cima das volúpias utópicas que se perderam por entre as curvas do vento, trazendo à tona a demência da sagacidade social que impulsiona e move a loucura coletiva. Sim, minha crítica continuará sendo assim, por mais alguns anos ei de viver, mesmo que encurralada entre as flores mortíferas que impregnam esta terra ressequida e nada frutífera, teus feitiços não me enganam, aqui a terra não possui um coração pulsando forte.

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