Chapter 2013 – Act 09, Page 14

Bem, meu dia não começa bem logo, pois mal durmo e já tenho que despertar para comprar tecido para fazer meu pano de costas. Tá, pelo menos é por um bom motivo que desperto, e assim já aproveito e compro tecido para fazer minha calça, e o ânimo vem chegando com a lembrança de que hoje é gira de ciganos, a linhagem que amo e respeito, pela sua alegria e festividade, pelos seus conhecimentos e sabedoria natural. Salve o povo do Oriente. Se eu soubesse que o dia terminaria da forma que terminou, nem teria me dado o trabalho de me arrumar e atravessar a cidade para chegar ao centro. Fico perplexo com a ignorância de pessoas que se sentem as mais sábias do mundo e acham que tudo que elas falam está correto e elas que ditaram as novas regras do mundo, no fundo do meu coração, mas bem lá no fundo mesmo, sinto algo relativo à pena por estas pessoas. Esta senhora que se sente a última rainha do deserto, consegue reunir a ignorância de toda uma vida em si, e também toda a arrogância, isso é digno de pena. Não é a primeira vez que ela tenta me prejudicar, a primeira vez foi numa gira de esquerda no dia 17 de agosto de 2013, recebi a crítica com humildade, afinal ainda estou aprendendo, mas a minha senhora da esquerda ficou ofendida com a atitude a forma de tal mulher. E hoje, na gira dos ciganos esta mesma mulher viera me criticar com inúmeras ofensas, assimilando até mesmo a minha condição sexual aos meus guias, só porque tenho quase todas as linhas com frente feminina. Ela tivera a audácia de chamar a minha cigana (que é linda, sensual e ama dançar, pois ela retira toda a vibração da dança) de pomba gira, ofendendo totalmente a minha dama do Oriente e deixando a minha pomba gira ventando do meu lado querendo passagem para falar boas verdades e colocar aquela mulher no lugar dela.

Meu corpo inteiro tremia, minha cigana encostada a mim com certa angústia, e a minha pomba gira com total desprezo para com aquela mulher agressiva e totalmente ignorante. Respirei e conversei com o cigano do pai do terreiro que estava em terra, e ele me explicara que de forma alguma as minhas entidades ofendem o centro ou os outros guias em terra, como a mulher disse, ele explicou também que com o tempo irei me habituar com as minhas forças e irei controlá-las de forma mais rápida e eficaz, e outra médium me explicou também é comum no início do desenvolvimento, nós replicarmos os movimentos que os guias fazem quando se aproximam de nós, eles dançam e andam e agem, e com o tempo aprendemos a compreender quais movimentos são mais energéticos para nós e quais são expressão deles. Enfim, a ignorância dela terá um fim, pelo menos comigo, já tenho as instruções dos meus guias de como agir nestes casos, e sábado que vem irei mais cedo ao centro para conversar com o pai do terreiro.

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