Chapter 2013 – Act 10, Page 08

Por favor, perdoe minha calma, minha agressividade, minha compostura, meu jeito desleixado, minha sobriedade e minha embriaguez. Perdoe a falta de modos e a falta de folhas, a falta de ar e a falta da ausência, causada pela falta de escolha. O destino é assim, a eterna falta de faltar algo, nunca nos sentimos completos, por mais preenchido que estiverdes, sempre lhe faltará algo. E quando largar a falta, terás de aprender a se despir da alma e dos conceitos, para deixar brotar as flores e ver os pássaros cantarem o som da vida, pois hoje estamos todos mortos por dentro, como no passado. E o que preciso para me sentir vivo é apenas uma semente, a semente que virá de bom grado de ti, o prazer inenarrável da sua vida em mim, é tão desconcertante essa ideia fixa de vida e morte que me sinto incapaz de dizer algo mais, além de deitar à sombra de uma palmeira e esperar o fim da colheita para então terminar meus dias em paz, com algum sabiá gorjeando a vida por lá, com algum amor à vida.

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