Chapter 2013 – Act 10, Page 19

E sobre o que falar de hoje, sobre o começo de noite incrível com o Alexandre, ou sobre a festa da ECA? Evidentemente que estou trapaceando hoje, estou escrevendo esse texto já no final da noite de domingo, é que após a festa da ECA não tive muitas condições de escrever nem mesmo meu nome. Hoje falarei sobre a noite com o Ale, afinal a noite do “Outubro ou Nada” foi na madruga do domingo.

Acordar cedo, me preparar para hoje a noite, e já sair de casa para comprar tecido para a fantasia de Halloween, passar o dia com a mamãe, e depois encontrar com o Ale. Sem vontade hoje de comer nada, um pouco irritado por quase não ter dormido, com sede mas preguiça demais para pedir um suco, e estou meio nostálgico hoje, pois fiz com a mamãe um programa que fazíamos em tempos passados, descer para o shopping (esse que estamos que era pertíssimo de casa) para tomar café da manhã nos finais de semana, passar algum tempo aqui na praça de alimentação conversando sobre a vida e sobre tudo, sobre amores, dissabores, desilusões e ilusões, mas toda essa lembrança me deixou meio estranho, mexido com isso, foram tempos que passaram e que não voltarão da mesma forma, não adianta nada eu querer tentar forçar a mesma lembrança diversas vezes para ver se ela se concretizar.

Carregar meu blazer em baixo do braço nesse calor infernal não está fácil, mas sei que a noite a temperatura cairá consideravelmente e não quero chegar feito um maltrapilho na noite em homenagem aos gloriosos anos da década de 1920. Vesti meu melhor colete, com uma camiseta cinza de manga longa, meu sapato de camurça azul e minha calça de veludo preta, estou muito elegante e bem vintage para essa noite. Fazia tempo que não me arruma tanto assim para uma festa, pensar em todos os detalhes e mesmo assim continuei sendo eu, pois algo tem que fugir aos padrões, nada de camisa engomadinha e todo coxinha, tenho que ir de camiseta de manga longa. E que venham os grandes salões de bailes, as cortesãs arrumadíssimas com seus pequeninos chapéus e os cavalheiros com seus smokings e sapatos envernizados.

Mas, antes de toda essa pompa, ei de encontrar meu namorado que não irá comigo à festa, confesso que estou chateado com isso, mas compreendo seu lado e sua situação. Afinal hoje não tenho tanto o que ficar chateado com ele, pois ele se esforçou um bocadinho para me encontrar nessa tarde e ficar comigo até a hora deu partir para encontrar meus amigos e ir logo para “Outubro ou Nada”. Confesso que esperei um pouco mais, mais atenção, mais amor, mais flores, mais chocolates, mais de ti, mais de mim, mais de nós, e mais da vida, mas há anos aprendi que nada é como queremos, a menos que nós mesmo façamos tudo, aprendi que não devo concentrar tudo em mim, devo dividir tarefas, aliás, delegar tarefas. Não fui educado para cuidar e servir, muito pelo contrário, fui educado para delegar e ser servido, mas aprendi com a vóvó e a mamãe que só sabe mandar, aquele que sabe fazer, e eu sei fazer. O tempo passou tão depressa que nossas 6 horas juntos voou como se fossem apenas minutos, mas valeu a pena ver o sorriso nos teus lábios e o brilho no olhar de conhecer novos lugares e outros ares. Se vierdes comigo meu paladino, ei de te mostrar o mundo que se esconde por trás das brumas que a sociedade impôs, se vierdes mesmo, te mostrarei o brilho que há na escuridão, de mãos dadas para não perdê-lo na noite e para a noite. Venha comigo, confie em mim e viverás de forma completa a vida. Confie.

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