Chapter 2013 – Act 11, Page 22

E a minha palavra de ordem hoje é “desapego”. Há anos venho me desapegando de tudo, ainda hoje preciso aprender mais a desapegar e confesso que essa é uma árdua tarefa, já me abdiquei dos luxos desnecessários, das roupas caras, do padrão de vida que um dia levei, com tudo que o dinheiro podia comprar, hoje compreendo que ele pode trazer muitas coisas, e essas coisas atraem mais coisas, mas tudo se vai com  o tempo, exceto as lembranças da vida. É engraçado dizer isso hoje, mas é assim que tenho notado a minha vida, um jovem rapaz de 23 anos que é desapegado aos celulares modernos, que não se importa se suas roupas não seguem a tendência do momento, se seu cabelo é cacheado e cumprido enquanto a ordem da sociedade é ter cabelos liso e sempre arrumados com pomadas e afins, não me encomodo de sair às ruas ainda vestindo pijamas, ou usá-los como roupa confortável para curtir a noite com os amigos. Não sou hipócrita em dizer que há como sobreviver em uma cidade como São Paulo sem ter dinheiro nos bolsos, até porque algumas coisas na cidade saem bem caras para todos.

Sem apreciei os momentos, e vivo deles, única e exclusivamente dos momentos. Não me importo se hoje irei com meus amigos para uma praça conversar, ou curtir uma festa na casa de alguém, ou mesmo ter que passar a noite em uma das baladas mais caras, o que me vale é a companhia das pessoas, e hoje entendo o quanto isso é importante. O lugar é o de menos, e prezo muito mais passar a noite em lugares mais em conta, pois lá haverá alguém de verdade, que não tem a vontade de impressionar pelo que tem. Desapeguei de tudo, e não encontro mais sentido quando vejo as pessoas se importando com marcas, rótulos caros, e tudo mais. Confesso que aprecio o beleza de tudo, mas a simplicidade também está, na beleza que cativa seus olhos, e não no valor que retiras do bolso.

Hoje quero marcar de vez o início de uma transcendência e não mais voltar os olhos ao passado, sei que será difícil deixar de lado as memórias de outros tempos, mas quero colocar um verdadeiro fim em tudo isso. Ei de guardar na caixinha milhares de coisas que já não me fazem bem, mas tê-las sempre por perto para saber que aquilo não me ajuda em nada, e muito menos me acrescenta algo. Chega, agora ei de mudar algo em mim, na minha vida, e quero que minhas mudanças te inspiram para mudar algo em ti também.

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