Chapter 2014 – Act 04, Page 29

Gostaria de estar bem melhor hoje para escrever sobre a minha incursão ao DECRADI. Bem, primeiro vamos contextualizar a todos. Há um guri na minha sala da faculdade que está me processando por injúria, bem, até agora não consigo ver nexo na acusação, mas ok, vivemos numa democracia onde todos têm o direito de se sentir magoado com algo que acontece, mas agora falar que eu agi com preconceito com ele é bem injusto comigo, logo comigo. Mas não estou aqui para me fazer de coitado, afinal não o que os cristãos chamariam de deus. Digo especificamente os cristãos, pois o deus deles se apresenta no ápice da perfeição, mas ninguém é perfeito na minha concepção, nem mesmo os meus próprios deuses são perfeitos, eles são justos, mas perfeitos é muita prepotência usar.

Enfim, hoje é um dia totalmente atípico para mim, e você nem pode imaginar o porquê. Simplesmente hoje engoli meu orgulho, pois meu pai (aquele que não falava há anos, e que nunca foi nenhum amor comigo) quem me acompanhou na delegacia. E após horas de espera para conversar com a escrivã, para dizer tudo aquilo que ela já sabia, que não houve nenhuma intenção de atacar ou agredir moralmente meu coleguinha de classe. Até agora estou incrédulo com o fato, mas tudo bem, posso continuar vivendo com isso em mente. A conversa com a escrivão foi rápida, ela percebeu que estava falando a verdade e que não tinha muito fundamento achar que um comentário aleatório numa rede social se aplicava à determinada pessoa.

Mas enfim, após conversar na delegacia, fui para a agência, vesgo de fome e um tanto quanto leve. Apreensivo pois serei intimado judicialmente para depor sobre o caso, mas leve por ter exposto a minha versão da história, a minha e a do Rodrigo, pois ambos fomos convocados. Ficamos sem entender nada a princípio, mas depois entendemos tudo. É isso, e assim se passou mais um dia, e eu com meu orgulho ferido. Mas, até que teve um lado bom dessa história, conheci o meu meio irmão, que carrega o mesmo nome que o meu. É meu querido papai, como já diz o ditado que sempre ouvi minha avó dizer: “quem pariu Matheus que o balance”; te desejo um bom embalo, pois se para criar um Matheus já foi um parto, imagino o quão difícil deve ser criar dois.

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