Chapter 2014 – Act 05, Page 31

Today, I’ll use a song to exprime that all I thinking.

 

 

[Verse 1:]
This one is for the boys with the booming system
Top down, AC with the cooling system
When he come up in the club, he be blazin’ up
Got stacks on deck like he savin’ up

And he ill, he real, he might got a deal
He pop bottles and he got the right kind of bill
He cold, he dope, he might sell coke
He always in the air, but he never fly coach
He a motherfucking trip, trip, sailor of the ship, ship
When he make it drip, drip kiss him on the lip, lip
That’s the kind of dude I was lookin’ for
And yes you’ll get slapped if you’re lookin’ hoe

I said, excuse me, you’re a hell of a guy
I mean my, my, my, my you’re like pelican fly
I mean, you’re so shy and I’m loving your tie
You’re like slicker than the guy with the thing on his eye, oh
Yes I did, yes I did, somebody please tell him who the F I is
I am Nicki Minaj, I mack them dudes up, back coupes up, and chuck the deuce up

[Chorus: Ester Dean & Nicki Minaj]
Boy you got my heartbeat runnin’ away
Beating like a drum and it’s coming your way
Can’t you hear that boom, badoom, boom, boom, badoom, boom, bass
Yeah that’s that super bass
Got that super bass boom, badoom, boom, boom, badoom, boom, bass
Yeah that’s that super bass
(Boom) [x15]
Boom, badoom, boom, boom, badoom, boom, he got that super bass
Boom, badoom, boom, boom, badoom, boom, he got that super bass

[Verse 2:]
This one is for the boys in the polos
Entrepreneur niggas & the moguls
He could ball with the crew, he could solo
But I think I like him better when he dolo
And I think I like him better with the fitted cap on
He ain’t even gotta try to put the mac on
He just gotta give me that look, when he give me that look
Then the panties comin’ off, off, uh
Excuse me, you’re a hell of a guy you know I really got a thing for American guys
I mean, sigh, sickenin’ eyes I can tell that you’re in touch with your feminine side
Yes I did, yes I did, somebody please tell him who the F I is
I am Nicki Minaj, I mack them dudes up, back coupes up, and chuck the deuce up

[Chorus: Ester Dean & Nicki Minaj]

[Hook:]
See I need you in my life for me to stay
No, no, no, no, no I know you’ll stay
No, no, no, no, no don’t go away
Boy you got my heartbeat runnin’ away
Don’t you hear that heartbeat comin’ your way
Oh it be like, boom, badoom, boom, boom, badoom, boom, bass
Can’t you hear that boom, badoom, boom, boom, badoom, boom, bass

[Chorus: Ester Dean & Nicki Minaj]

Jay Brannan – Super Bass

Chapter 2014 – Act 05, Page 30

Eu sei que é amor, mas fico em dúvida se é apenas desejo. Nem tudo na vida é tão simples quanto parece, nem sempre tudo tem as mesmas formas, e nem sempre tudo é o que conhecemos. Hoje me pergunto se tudo é realmente diferente de antes, mesmo após 10 anos passados, ainda vejo com clareza os mesmo erros e defeitos antigos.
Tento procurar por entre as vias, por entre as cidades, entre as pessoas, mas tudo que vejo são ausências. Ausências essas justificadas pela desculpa de tempo, desculpa essa que também uso. Quando penso em mudar algo, começo a reflexão tão intrínseca que me sinto parte motora dessa mudança. Se está árvore que é o conhecimento começar a me doar alguns dos seus frutos, com toda certeza terei mais experiências para mudar isso. Mas do que estou falando?
As vezes nem eu mesmo dou crédito aos meus devaneios. São tantos os pensamentos perdidos em minha mente que se torna difícil decifrar todos e organiza-los. Todos os dias gostaria de não fazer parte desse mundo.

Chapter 2014 – Act 05, Page 29

E hoje começo minha jornada na estação Paulista do metrô, seguindo para a Luz. Aqui tudo é normal, normal à minha realidade. O trem se desloca silencioso por entre os túneis longos e espaçosos, com pessoas de todos os tipos e gêneros, com inúmeras histórias e estórias. E agora chegamos à República, tão rápida e ligeira que mal posso piscar e sentir o fluxo passar. Talvez deva ser assim mesmo que é para ser a noite, com uma sensação de tensão aliada a calmaria e tranqüilidade do deslocar do trem.
Ei de terminar meu pensamento de hoje em casa, provavelmente após ter meu banho tomado e me fazer senhor de uma xícara de chá inglês, bem quente como manda a tradição. Mesmo após anos longe da minha amada London, me sinto tão seu filho e próximo ao seu seio, quanto me sinto filho de São Paulo. De ambas sei caminhos e atalhos, aprendi por onde andar e onde evitar, aprendi a viver.
Ultimamente tenho escrito muito sobre vida e morte, mas não são esses os conceitos que assolam os homens? Não são esses os conceitos que movem as nações e comunidades, ou tribos como alguns diriam. O que importa é que aqui estou eu, caminhando e cantando, como se entoasse a canção da vida que almeja a morte em todos os seus dias.
E passando pela Paraíso que compreendo a devassidão de me perder em meus pensamentos que, por hora, são completamente instáveis. E que me olhem com os olhos de recriminação, não ei de ligar para isso, aliás, não ei de ligar para nada que me digas, para nada que fales, para nada que pensas. Se pensas, tens o poder e a decisão de escolher, se tens a decisão, já tens uma escolha. Agora vá, e não olhe para trás, continue seguindo em frente, enquanto entôo uma canção.

Chapter 2014 – Act 05, Page 28

Escrever, grafar, gravar e também manchar as folhas de tinta com símbolos e marcas. Escrever nada mais é do que gravar, seja esse gravar um pensamento, uma história ou estória, mas gravar.
Isso implica mais do que simplesmente seguir de um ponto a outro e observar a reação do leitor, no meu caso não poderei ver sua reação. Gostaria de ter um meio mais eficaz de transcrever uma ideia, mas aí a magia da escrita se perderia e tudo seria monótono, sem altos e baixos e também sem narrativas.
Observo atento a todos ao meu redor, e todos são iguais. Alguns mais baixos, outros maiores e belos, gente de todo o tipo, mas todos iguais. Todos seguindo o mesmo padrão normativo social, todos saindo de um ponto para outro sem viver, sem ter experiências, sem observar a vida que é vivida aqui do lado de fora. Nem tudo é como queremos que seja, mas se nós esforçarmos um pouco mais com nós mesmos, conseguiremos mudar o inconsciente coletivo dessa realidade sórdida. Ou nem tão sórdida assim, mas uma realidade.

Chapter 2014 – Act 05, Page 28

E se eu escrevesse para você ler, e não para esvaziar minha mente? Talvez você iria ler com outros olhos, ou então, nem perderia seu tempo tentando decifrar aquilo que minha mente projetou para sua compreensão. Em um caso ou outro, continuaria eu escrevendo algo próprio da minha mente efêmera, e não algo programado para sua realidade intelectual.
Não, por favor não interprete mal esta colocação. Não foi querendo ofender seu intelecto que expus esse pensamento, foi apenas tentando devanear sobre a colocação intelectual da minha própria mente. Quem me dera se fosse eu um grande pensador ou filósofo. Mas nem mesmo poeta posso ser, pois a arte das rimas não me pertence, e a narrativa não fascina os outros como me fascina.
Mas sou bom em algo, tenho que ser bom em algo. Talvez eu seja bom em apenas ser algo, algo esse que não pode ser especificado como bom ou ruim, pois esses são conceitos tão mundanos e humanos, que me causam certa aversão comentar sobre. Vivemos sempre na cultura do medo de pensar diferente, que mal podemos refletir sobre aquilo que verdadeiramente somos, ou tememos.

Chapter 2014 – Act 05, Page 27

E tudo começa numa estação de metrô em SP. Olhar distante, pele fria, corpo inerte, tudo indicava a morte instaurada naquele lugar, mas não. Quando cheguei perto pude notar que ali não lhe faltava nada, apenas sobrava algo, algo esse que não pude compreender, pois o trem chegou e todos embarcaram.
Olhando por entre as vigas, buscando por entre os trilhos, nada consegui ter. Nada consegui sentir. É tão solitário andar sozinho por entre multidões que respiram pressa e almejam a chegada em algum lugar que elas mesma não sabem onde fica. Todos querem seguir a diante, mas não sabem onde querem chegar. Todos são iguais, e Bob Marley diria que iria rir na cara de todos por serem iguais.
A normatividade instaurada nessa sociedade fétida, que nasce, respira, vive e nem sempre morre. Mas morrer para quê? Morrer para quem? Qual é o propósito da morte em uma via sem sentido e sem lógica. Essa é a ideologia da exclusão, onde os princípios da vida se mesclam com os da morte. E sê for para morrer, por que não acontecer onde tudo começou? Viver e continuar vivendo, ou existir e continuar existindo? Ou então pensar, existir, ser e aí sim, viver.
Já cantaria Elis Regina que “viver é melhor que sonhar”, e sim, ela estava certa. Hoje reparo que não estou vivendo, apenas existindo e convivendo, há algum tempo eu morri, há algum tempo meu espírito morreu. Hoje quero acordar para um novo dia, para uma nova vida. Hoje quero viver para amanhã morrer, e todos os dias viver minha eterna morte viva.

Chapter 2014 – Act 05, Page 26

Tudo hoje é muito ditatorial, não faça isso, faça aquilo, suba, ande, pare, deixe. Tudo é imperativo, e você por muitas vezes acha que não tem escolha, mas será que não tens mesmo? Se parar para pensar com objetividade, você não é um fora da lei se simplesmente entrar pela saída, mas será livre para seguir suas escolhas, suas emoções.
A facilidade de escrever aqui no celular, enquanto espero pacientemente os cerca de 40 minutos que dispenso no transporte, me fascina. É como se eu estivesse vivendo num mundo paralelo, e todos ao meu redor fossem meras sombras e vultos. Mas talvez sejam mesmo apenas sombras e vultos, aprendi a não confiar 100% em tudo que vejo e ouço, mas sim em tudo que sinto. Se toda essa massa pensa de forma uniforme, tem preguiça de caminhar até a próxima escada rolante, ou simplesmente subir pela convencional, talvez sejam todos sombras e vultos do que foram um dia e seguem apenas o modelo padrão que lhes foi imposto.
Não é subversão usar a escada tradicional ou caminhar até o ponto mais vazio, isso é inteligente. É ter noção do que o cerca e aprender usar e abusar das facilidades e formas que a vida lhe propõe. Se eu deixasse para lá tudo o que penso ou o que acredito, seria apenas mais um enxergando o óbvio e o imposto, não conseguiria observar além e sentir na pele as mais bizarras sensações.