Chapter 2014 – Act 06, Page 11

Se ser livre, significa perder a liberdade, então quero ser oculto desta sociedade. Quando somos livres, somos marcados socialmente com rótulos de alguma coisa, e assim, perdemos nossa liberdade e nos tornamos objetos de curiosidade da sociedade hipócrita. Ser livre é, para mim, poder ir e vir, ser e exprimir quem realmente eu sou, sem me preocupar com o qual “rótulo” que a sociedade me classificará. De certa forma, sou livre em minha mente, pois verdadeiramente não me importo com o que dizem, mas não sou hipócrita para afirmar que tais rótulos não existem.
Por aí, devem me chamar de “ladrão, bicha e maconheiro”, como cantaria Cazuza, mas não me importo. De uma forma ou de outra, essas classificações sociais servem apenas para os mais ignorantes se localizarem na sociedade que estão inseridos, imagine se não houvessem as classificações para designar um grupo de pessoas, a mente dos ignorantes entraria em colapso e tudo iria “para o ar”. Seria isso válido?
Se pararmos para pensar bem, a resposta pode ser sim, mas também poderia ser não. É comum julgarmos e classificarmos os outros, isso é humano, mas os humanos possuem a capacidade de abstrair conceitos e ser contrário à sua própria natureza. Monges são exemplos disso, eles deixam de julgar os outro, pois acreditam que o julgamento é uma forma de atraso no desenvolvimento espiritual deles. Estariam eles certos? No meu ponto de vista, sim.
Na minha concepção, os monges são verdadeiramente livres e não perdem sua liberdade, pois desenvolveram sua própria sociedade, que é livre dos conceitos arraigados de tempos passados. Hoje em dia ainda existem pessoas que vivem sob a ideologia religiosa de dois séculos atrás. Mas, aí me pergunto, estariam eles errados por viver eternamente um passado? Quem sou eu para definir o que é certo e errado para eles? Sou ninguém, apenas um rapaz de vinte e poucos anos que analisa cautelosamente suas próprias ações e segue sua vida de acordo com o que acha certo. Esse sou eu, visto por mim mesmo, de fora para dentro, pois sei que de dentro para fora, a questão fica muito mais complexa.

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