Chapter 2014 – Act 07, Page 11

Isso prova o quanto sou idiota, deixar de distrair a mente para ficar em casa. Estou indo agora para casa depois de encontrar com o pessoal da faculdade, para não ir embora às 19h30 da agência e passar mais tempo em casa curtindo a minha solidão. Solidão, só isso que sinto hoje, esquecido e deixado de lado como segunda opção. Não cobro, não falo, não tento te lembrar de que também existo, pois creio que todos somos crescidos para conseguir avaliarmos as nossas necessidades na vida. Se não fossem os meninos, já estaria agora no metrô sentido casa, seguindo depressivamente o balanço sórdido do vagão.
Apenas olho agora ao redor e não vejo nada além de pessoas que cumpriram obedientemente seu dia, mas quem sou eu para dizer deles se também estava na mesma condição deles. Ouvindo o último tango sigo minha viagem pelos trilhos no anseio de encontrar aqueles que divertem minhas noites acadêmicas. Rir e me sentir completo e amado, essas são as melhores sensações que posso me permitir sentir. Chego e ainda assim, sem notícias suas, e quer saber? Eu ligo, e ligo sim. Desejo saber algo de ti, e respeito se quiserdes o silêncio, apenas assim o diga, não me deixe sem respostas. Me sinto tão trapaceado quando isso acontece e mal consigo me conter, vontade de te ligar e perguntar se está tudo certo, mas prefiro sofrer em silêncio do que lhe dar esse gosto de vitória amarga.
Por favor, desculpe-me, pois você não merece ler mais esse devaneio.

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