Chapter 2014 – Act 07, Page 28

Com a raiva que sinto nesse momento, poderia praguejar até tua vigésima segunda encarnação, mas sei que isso não mudaria nada e eu só atrasaria ainda mais meu retorno. E não me venham vocês, jovem estudantes de magia me dizerem que devo controlar meus ímpetos, pois não me conhecem para assim dizê-lo. Mas já que o assunto é ímpeto, ei de pensar efetivamente sobre ele, pois depois que respiro profundamente tudo passa ao meu redor, mas o ódio que senti com o teu descaso é tamanho que ainda sou capaz de secar uma figueira inteira apenas com um toque, ou um olhar. É engraçado ver que quando me sinto tomado pela raiva ou ódio, emano uma energia tão forte que faz todos se afastarem de mim, inconscientemente. Uma sobrancelha elevada, um olhar frio, a boca cerrada e o ar da arrogância, fazem com que o mundo não lhe dirija a palavra. Mas essa efusão de sentimentos é tão grande e intensa que me deixa enérgico, não me suga nada, muito pelo contrário, me alimenta e me deixa extremamente disposto. O bom é que sei canalizar essa energia para algo que não fira nada nem ninguém, apenas eu mesmo. Rolo de um lado ao outro da cama sem conseguir pregar o olho, mas prefiro isso ao te recriminar e execrá-lo.

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