Chapter 2014 – Act 08, Page 08

E voltamos a vida ao normal, sem a certeza de ter terminado algo. Ok, vou explicar melhor, depois do guri dar sinal de vida e explicar que a vida dele está corrida e “mimimi”, ele sumiu novamente, portanto, volto à minha boa vida. Descobri ontem com o Faruk que chamo um pouco de atenção por onde passo, as vezes eu reparo os olhares e deixo passar, pois sempre acreditei que o feio e estranho também chamam a atenção, mas o Faruk me desiludiu desta ideia mostrando os olhares de desejo e cobiça. Ah, se eu fosse um pouco mais confiante em mim mesmo, sorriria para todos os olhares.
Acho que é isso que vou começar a fazer, sorrir de volta a todos, bem, nunca consegui criar coragem de chegar em outro alguém para começar uma conversa, mas creio que está na hora de mudar isso e “ir à caça”. Argumento um tanto quanto controverso para um vegetariano, mas divertido para o momento. Na verdade, queria estabilidade nesse momento, alguém para partilhar a vida, os sorrisos e os desgostos, alguém que eu pudesse contar e que pudesse contar comigo, e contar comigo todos podem, amigos, os amigos dos amigos, e até mesmo os que me odeiam. Odiar, é engraçado isso, pois não odeio ninguém. Por mais que deteste a pessoa e suas atitudes, elas se tornam tão insignificantes para mim que não consigo nem lembrar delas para tentar odiar. Sim, sei que isso pode te parecer estranho, mas quando compreendes que o Ódio nada mais é do que Amor, tu começa a deixar de lado aqueles que não te fazem bem. Afinal, sofrer e procurar o sofrimento chega a até a ser considerado doença. Enfim, por hoje é só meus caros, e sim, preciso voltar a escrever a crônica da minha bailarina que se prostitui para manter sua vida em ordem.

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Chapter 2014 – Act 08, Page 05

Mocha com menta é muito amor. Começo essa página no Starbucks do shopping Center 3, pensando na vida e escrevendo. Confesso que sinto falta de ti, aprendi a gostar de ti e sua companhia me faz bem, consegues me passar uma certa segurança meu príncipe. Você poderia também ceder, não poderia? Mas, estou tão cansado dessa mesmice, dessa babaquice, dessa eterna falta do que falar. Quero um amor tranquilo, mas creio que isso não existe, pois acho que ninguém encontrou ainda esse amor. Talvez meus avós, mas eles já aprenderam a fórmula da longevidade, me ensinaram e eu tento fazer tudo durar, e, talvez, esse seja meu erro. Mas enfim, quem sou eu para ir de encontro com o que os deuses planejaram. Minha parte eu fiz, liguei, mandei mensagem, tentei, mas “dois bicudos não se bicam”, então deixarei que tu tenhas iniciativa de me encarar e conversar. Eu tento fazer dar certo, mas para isso, você também tem que querer que dê certo.

Chapter 2014 – Act 08, Page 04

Sinceramente não sei mais o que pensar, não sei mais como agir. Essa falta de respostas, esse descaso, essa frieza. Puta que me pariu, cansei cara. Sério, eu me esforço, me coloco no teu lugar e sempre penso “está trabalhando agora”, “está ocupado”, “quando eu estou ocupado, também demoro”, mas hoje eu cansei, ainda mais quando quem atende o celular não tem confiança na voz, não acredita naquilo que está dizendo, e essas pequenas coisas que eu compreendo num único segundo. Mas, resolvi não seguir meu impulso e pensar novamente “ele realmente deve estar ocupado em reunião”, mesmo quando todos os barulhos na ligação que a mulher atendeu, denunciam o contrário.
Bem, mas como aprendi ao longo dos anos que não vale a pena me irritar com pequenas coisas, e sim me preocupar com o macro, hoje determino oficialmente que cansei, agora se quiser, faça por onde. Não estou aqui a passeio e, sim, cheguei a cogitar a idéia de ficarmos juntos, de namorarmos, aprendi a gostar fontes jeito, gosto de ti, mas não sou o tipo de pessoa que engole tudo facilmente, ainda mais quando minha intuição diz para eu não acreditar. Enfim, cansei.

Chapter 2014 – Act 08, Page 03

Dia de preguiça? Uhm, acho que não, hoje está mais para “dia de ser feito de idiota”. Acho que essa é uma boa definição sobre o meu sórdido dia. O dia que você resolve viver em função de uma pessoa que não te valoriza e você prefere se enganar com a situação. Mas enfim, assim é a vida, não é mesmo, todos nós vivendo a nossa utopia particular e seguindo a vida comunitária. Prefiro comer algo e dormir, afinal no sono eu chego a Summerland.

Chapter 2014 – Act 07, Page 02

Vamos começar pela madrugada, apesar de eu não acreditar que o dia começa no meio de uma noite, para mim o dia só pode ser considerado dia quando o Sol surge no horizonte, espantando a lua para o outro lado. Mas, voltando à madrugada, foram algumas horas rolando de um lado para o outro da cama sem conseguir dormir, até que entrei naquele estágio de sono que você tem quase a plena certeza de que está acordado, mas sabe que está dormindo. Se isso nunca te aconteceu, desculpe, mas o estranho não sou eu. Ter a nítida visão do meu corpo deitado inerte na cama e eu estar ali, acordado ao lado de mim mesmo zelando pelo meu sono, até que tudo se apaga. Acordo alguns segundo antes do despertador marcar às 5 horas da manhã, e, se você me conhece ao menos um pouco, saberá que acordar às 5 horas da manhã é uma opção nada válida na minha vida e totalmente repudiada por mim, talvez eu tenha até dito que nunca iria acordar esse horário para trabalhar, mas como já tive e ainda tenho que engolir meu orgulho e fazer coisas que eu disse que nunca faria, então hoje estou fazendo algo que nunca antes fiz por um lugar que, para mim é apenas uma diversão e me serve para levantar uma grana. Mas, enfim, acordei às 5 horas, banhei-me e parti, por incrível que pareça, sem sono algum.
É como costumo dizer, se me disponho a fazer alguns coisa, ei de fazê-la da melhor forma que eu puder, até encarar um ônibus meio cheio nesse horário. Levei uma hora cronometrada de casa até a balada, e quando chego na porta à 6h30min me deparo com uma fila quilométrica

Chapter 2014 – Act 08, Page 01

O dia foi tranquilo e a noite ainda mais animada. Encontrar o pessoal da faculdade na Paulista para bebericar e jogar conversa fora é sempre bom, e o tempo passa na agência tão rápido que mal percebi quando já era 20h20, hora de sair correndo e encontrar o pessoal. Hoje, não trabalharei como barman na balada, e por isso, só por isso ei de beber com os meninos. Só os ousados na Paulista, como costumamos dizer, para tentar fingir que somos “do funk”.
Antes de pedir meu Mocha na Starbucks, ou Starsucks como diria o Yuri, e depois pegar a dose de conhaque, senti tão forte a presença e ligação de Nanã, que foi quase impossível não cantar à velha orixá das águas. Êh, Saluba. A noite está fantástica e o clima está perfeito, pena que não tenho meu príncipe comigo, seria ainda melhor se ele estivesse junto, mas ambos teremos que trabalhar amanhã pela manhã, e isso implicaria muito em passarmos a noite juntos.
Enfim, estou quase chegando em casa e vou me jogar na cama, deixarei o banho para a hora que levantar, pois preciso pegar no sono o quanto antes.

Chapter 2014 – Act 07, Page 31

Quinta-feira e eu quase patinei … Ok, deixe-me explicar o porquê do quase … Toda quinta a noite , ou quase todas, costumo patinar no Parque Ibirapuera, mas hoje os guris da faculdade resolveram ir para o bar, assim como uma outra quinta, e resolvi sair da agência e ir patinando até o bar, tudo bem que tive que subir toda a Rua Augusta de patins (cansativo e um tanto perigoso) e depois patinar até a Brigadeiro (tranquilo, pois a Paulista é muito boa para patinar). Ou seja, apesar do esforço e da distância, não patinei como deveria, e preciso pegar mais firme na, pois já me sinto sedentário sem a periodicidade.
E, agora enquanto escrevo sem sinal da minha operadora, estou sem internet, e não vi nenhuma mensagem do meu guri, não nos falamos hoje durante todo o dia. Sinto falta de conversar com ele, mas essa mensagem terá que esperar eu ter sinal o suficiente para conseguir usar a internet. Nunca antes cogitei tanto a ideia de trocar de operadora como agora, já virou rotina eu não ter sinal da Tim em São Paulo, será que isso é só comigo? Estou pensando em migrar para a Nextel, que hoje está com planos excelentes de internet, afinal, tenho que pesar isso, já que quase não uso as ligações que a minha operadora me possibilita.
E o metrô chega rápido à estação final, e, meu senhor, que beleza há nessa vida, não é mesmo? Se o metrô fosse tão belo como está hoje, viveria um tanto quanto mais feliz por aqui. E agora ei de enfrentar o desafio de pegar a perua que me deixa em casa, apesar de estar com o patins e a crescente ideia de ir patinando, ainda tenho amor à minha vida de não me arriscar descendo aquela rua incrivelmente íngreme com carros a cruzando por todos os lados.