Chapter 2014 – Act 10, Page 27

Enfim um tempo para respirar. Segunda-feira, e por incrível que pareça, tenho disposição, ânimo já é outra coisa. Sentir o calor do Sol frio em minha pele quente, enquanto observo as pessoas em seus rituais matinais, é quase experiência desagradável. Sentado no vagão, vejo a vida passar em reticências, todos com suas singularidades, há os que comem pão de queijo, os que degustam uma coxinha, os que apreciam o jejum, ainda aqueles, que como eu, tomam seu achocolatado matinal em um super copo com canudo. Meu lindo copo de vaquinha da inveja em muitas crianças, e quem disse que eu também não posso ser criança?
Olho pela janela do vagão, e apenas a sórdida escuridão se reflete diante dos meus fatigados olhos, que ardem e teimam em fechar, a luta entre mágica e lógica, corpo e mente, continua. Estaria minha mente doente, ou estaria ela se recuperando? Há algum tempo que ela está voltando ao seu ritmo natural, sendo a senhora do corpo, é verdadeiramente vivendo. Já não me prendo mais às amarras do destino e muito menos aos protocolos sociais, que nos ordenam viver de determinadas maneiras. Consegui chegar ao nível de desapego que dá base e acesso a outros níveis. E fico feliz com esta mudança, isso significa que estou evoluindo, enquanto ser, enquanto humano, enquanto mago, enquanto vida.

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