Chapter 2015 – Act 07, Page 18

Pensando com rugas no rosto, olhava a massa de cimento, a sensação da massa fresca transmita às mãos o seu tormento. Trabalhava, ganhava quase nada, fazendo frio ou calor, difícil era quem aceitasse um cara que já matou.
CAROLINA, Ana

Ele rezava, mas o Cristo, aquele de madeira, morto e preso a um instrumento de tortura e, ainda nesta forma, adorado por milhões, não lhe dizia nada. Silêncio em teu pranto. É realmente difícil para o mundo aceitar um cara que já matou. Quem estenderá a mão àquele que findou a vida de outro por motivos banais? Se pensarmos bem, todos temos rugas no rosto e sobrevivemos ao frio ou calor.

Banais aos homens, compreensíveis ao espírito. A liberdade é algo realmente extraordinário, pois tudo gera aprendizado, a dor, o amor, a vida e, também, a morte. Morro de amores, vivo liberto, parto sem rumo deixando a existência física para trás. Talvez tudo isso te faça algum sentido em outro momento da vida, creio que não estejas disposto a raciocinar isso agora.

O tempo passa lá fora, a noite se mostra quente e aconchegante. Chegou o momento do jantar com os amigos, e lá pensaremos mais e mais sobre a concepção de cultura, sociedade e comunidade. Se nos permitirmos aprender mais, conseguiremos mudar o senso comum e ensinar mais e mais a todos que buscarem compreensão de pensamentos que são pertinentes a nós, e assim transformados em nossas verdades. Nossas mentiras. Nossos.

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s