Chapter 2015 – Act 07, Page 19

Sou um entre esses milhares de paulistanos que vestem as cores de Almodóvar e saem às ruas para apreciar a beleza díspare da cidade, que une altos e baixos, gordos e magros, fofos e não tão fofos assim, enfim, sou desses que saem. E em minha caminhada em busca do sagrado refúgio, me deparo com uma linda festividade indiana em plena avenida. Foi impossível ficar parado ou indiferente a tal ritmo e energia, senti a comoção e força de Krishina preenchendo meu ser. Meus pés começaram a seguir o compasso, meus braços a dançarem e minha mente entrou em transe. Sim, a vida fluiu em meu corpo e houve vida em minha alma. Depois de alguns bons minutos voltei à realidade de quem espera o encontro com seu consorte. E rumo à Starbucks eu fui, dançando e cantando à Krishina. Já cantaria Rita Lee que não há “nada melhor do que não fazer nada, só pra deitar e rolar com você”. E é isso que sinto nesse exato momento, que não há nada melhor do apreciar a bela vista da minha amada São Paulo que aceita, abraça e toma como parte de si as culturas de povos que para cá vieram, dos migrantes aos imigrantes. Todo bom paulistano também se transforma num polo multi-cultural.

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