Chapter 2015 – Act 07, Page 21

Ok, let’s to talk a little bit about the life. First “I don’t need this ’cause my man has two jobs”, and second fuck of everything that you think about me.

Olhando pela janela vejo o mundo que já deixei para trás, a vida que não pretendo mais seguir, os rumos que nunca mais ei de tomar. Pelos teus olhos vejo o futuro, proibido e imprevisível, um tanto quanto perigoso aos incautos e temido pelos covardes. Queria nesse momento estar em qualquer outro lugar, em qualquer outro tempo, vivendo a vida de forma amena, com espaço e dinheiro para aproveitar os amores, sabores e prazeres que a vida pode me oferecer. Sou um entre aqueles que observam a vida pelo prisma de um grandioso parque de diversões, afinal de contas estamos todos aqui para nos divertirmos, aprendermos e ensinarmos. Tudo seria tão monótono sem a diversão.

Claro está, para mim, que percorrer os longos caminhos da vida é uma tarefa ‘boring’ demais para ser apenas isso, deve existir e coexistir algo entre tudo que está conectado de forma tão estranha. Pessoas que conhecem pessoas, lugares que se enlaçam a outros, vozes que ecoam em ouvidos vazios, mentes cheias que preenchem as mesas vazias dos bares escuros, vida e morte com os mesmos pesos, morte vivida e viciante daqueles zombis lancinantes caídos pelas ruas desertas. Vida e morte valem o mesmo tanto. Vida vale. Morte sente. Mente.

Tente. Siga. Pergunte. Viva. Já não posso mais observar a vida pelo mesmo prima dos tempos de outrora. Já não posso mais viver como nos tempos antigos, não posso e não quero viver os dias de hoje, pensar no amanhã será inevitável, mas está tão longe e tardio que meu peito dói de solidão e desejo daquilo que nunca tive, e nem sei se terei. A eternidade está nos atos, e não nas coisas. Viver para quê? Morrer porquê? Você já se questionou hoje? Já descobriu o motivo pelo qual teu coração continua a pulsar sem cessar esse líquido que alimenta teu corpo num compasso natural, quando foi a última vez que teus olhos tremeram, a respiração lhe faltou, a boca secou, o desejo lhe consumiu por inteiro, e o coração acelerou? Quando foi a última vez que tu se sentiras vivo? Quando fora? Quando? Os acessos são poucos, as formas são várias. O que fazes tu resignificar a tua vida? Existência.

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