Chapter 2015 – Act 08, Page 31

Acordar ao teu lado, mesmo com todas as desconfianças da semana passada é, ainda, algo muito bom. Teu jeito, sorriso e olhos intensos me cativam, me prendem a ti. Atrasado estamos e assim seguimos adiante, desviando das pessoas, seguindo por entre as sombras e assim chegamos aos nossos destinos. O meu é ir direto para a reunião de pauta, logo hoje que não disposto a nada, nem mesmo trabalhar. Nessa agência, me pergunto todos os dias quando estou disposto a trabalhar. 

A tarde segue lenta após o almoço, assim como a minha disposição. Fecho um projeto daqui, outro ali e assim vou seguindo e fechando a minha pauta. O que ficou para amanhã? Reuniões e mais reuniões, um book completo que terei que começar do zero. Passei alguns nomentos da minha tarde pensando em ti, se tu estavas no Tinder ou não. Será que sim, será que não. Espero que não. Até esse momento seu que tu não entrou, mas não estou seguro se mais tarde tu não iras entrar. Tem ainda o lance da tua camiseta, não engoli isso e não irei criar caso sobre, mas saiba que eu posso descobrir a verdade de muitos meios. Espero ainda confiar em ti, mas tu terás que se mostrar confiável. 

Confiança. Desde o primeiro momento que estivemos juntos, confiei em ti, de verdade confiei. Se tu soubesse o quão difícil é eu confiar em alguém, não desperdiçava essa confiança. A dúvida existirá em minha mente por um bom tempo, mas eu sei me controlar. Ah Daniel, a ausência de respostas agora é um motivo para eu duvidar de ti, algo me diz que tu podes estar na escalada, mas algo muito mais forte me diz que talvez tu não estejas. O mesmo sentimento que tive quando tu dissestes que estava com a Aline. Tu sabes montar muito bem uma história, mas lembre-se que sou muito melhor em criar cenas, pois me apego aos detalhes e alguns pontos não se encaixam perfeitamente na tua história. Ok, pararei de neurose e seguirei a minha vida, a nossa vida, e continuarei feliz. Feliz seria muito mais se soubesse que tu és verdadeiro em todos os momentos. Ah, preciso dizer que a tua postura na sexta-feira decretou tudo o que eu já sabia, mas me proponho a partir de agora a deixar isso de lado, não para sempre, mas por hora. 

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Chapter 2015 – Act 08, Page 24

Não há nada mais gostoso que acordar ao teu lado, beijar-te e sair correndo para o trabalho. Não há novidade em eu assumir que estou atrasado em plena segunda-feira. Mas meus dias começam muito melhores com o sabor do teu beijo, o calor do teu abraço, e o teu sorriso no canto da boca. 

Mate, por favor. Pão de queijo. Metrô. Olhares. Pessoas. Caminhada. Garoa. Fome. Agência. Comer. Sono. Preguiça. Trabalho. Finalmente a melhor hora do dia chegou, a hora mais feliz, o horário do almoço 😍, e por pura preguiça e nova dieta ei de almoçar no vegetariano aqui do lado. Sim, eu curto o Cereal Brasil. Dieta sem glúten seguida de caminhada de 30 minutos pelo bairro. Preciso sair da zona do sedentarismo. 

Agência. Preguiça. Sono. Projeto. Layout. Preguiça. Sono. Falta de água. Sono. Cochilo. Infarte. Espere um minuto, infarte? Minha tranquila tarde de procrastinação é interrompida com a notícia de que meu avô infartou. Sim, por mais que eu seja duro na queda e me faça sempre de fortão, isso mexeu comigo e me deixou um tanto quanto sem vontade de continuar na agência. Pausa para o café, e nada de padaria com atendimento péssimo, valores absurdos e produtos de procedência duvidosa, vamos à Kopenhagem que está muito mais próximo da agência do que a padaria 😍. Café com a Dione, conversa agradável, dicas de utensílios de cozinha. Agência novamente. Disparo de e-mail. Metrô. Faculdade. 

Realmente a procrastinação não me abandonou hoje, continuou firme e forte ao meu lado, como uma fiel escudeira. Saudade do Cleiton. Agenda atualizada. Precisei sair da dieta agora, pois a fome era grande a a única coisa sem mortes para comer era um salgado de brócolis (isso é amor em forma de salgado integral 😍). Chuva. Metrô. Pessoas molhadas. Bus. Preguiça. Casa. Escrever. Preparar sopa. Comer. Ser fofo e amar mais um pouco o Dan. Dormir. 

Chapter 2015 – Act 08, Page 16

Tiê já diria que homenagem de homem é pau duro, mas ouvir um “Eu te amo” com o olhar penetrado no teu, os corpos em êxtase e mão afagando tuas cãs, é uma das mais sinceras e comoventes cenas da vida. Há muito que queria dizer-te “Eu te amo”, e agora quando tu o fizestes, meu coração parou, minha boca secou, meu cérebro bugou e tudo em meu corpo agiu de forma estranha. Demorei alguns segundos para olhar-te no fundo d’alma e dizer-te, sem medo e censura, “Eu te amo, meu príncipe”. Aprendi a amar-te de todas as formas, desejar tua cia a todo momento, achar graça em tuas censuras, rir das brincadeiras que temos. Aprendi a lhe observar, quase quieto, o que posso eu fazer se a vontade de apertá-lo e mais forte do que minha razão. Terás que conviver com meus abraços e afagos, meu belo príncipe. 

Tarde com os amigos, noite de ensaio aberto, jantar com mais amigos. Eu te amo. Banho. Observar. Ainda meio inebriado com o ensaio aberto de ‘120 dias de Sodoma’, vou para o nosso jantar pensando na crítica ferrenha à sociedade, é muito me felicita saber que a Bea tem a mesma visão e, também, os mesmos ideais que os meus. Concordamos, inclusive, sobre a educação política nas escolas públicas como disciplina obrigatória. Queria poder discutir isso por mais tempo, mas amanhã é segunda-feira – o dia mais tedioso da semana. 

Sinto que te amo cada dia mais. Sinto que quero que isso dure pela eternidade. Sinto que me faz bem. Sinto tudo o que sinto e sei que posso sentir ainda mais. Desejo-lhe todos os dias. Amo-te todos os instantes. Quem diria que eu, logo eu, seria capaz de amar com tanta intensidade e desejo, que escreveria juras de amor e seria feliz de saber que tu estás feliz. O que dizer além de “obrigado por existir e me fazer existir”. 

Chapter 2015 – Act 08, Page 13

Sorrisos e mais sorrisos. Sorrisos sinceros causados por uma mensagem de voz, ao fundo uma melodia romântica, no primeiro plano do áudio, tua voz, firme e sedutora, recitando um dos teus mais belos poemas, houve até menção de que me queres mais colado em ti do que cueca apertada. Em um momento tão romântico e pelo horário da mensagem, ignorar-ei a redundância em uma parte do poema, redundância essa que poderia ser intencional, vinda de tão exímio conhecedor da nossa língua. O que mais posso eu dizer além de “fique comigo para sempre, por favor, meu belo paladino”.

Sim, sou eu um tolo apaixonado que viveu em busca do príncipe encantado. Prazer, pois assim sou eu. Valeu a pena eu ser um tolo apaixonado e acreditar no príncipe encantado. Sabia que um dia lhe encontraria. Obrigado, meu amor.

Sempre disse que gostaria de ser poeta, mas poeta não sou e pela cueca, em sua rima, apaixonado estou. Para ser bem sincero, nunca fui um bom trovador, mas em minhas prosas a veracidade dos meus atos e verdades ocultas de minha mente se transcrevem, e nos mais desconexos textos aos olhos do leitor desatento, traduzem-se em contos.

Chapter 2015 – Act 08, Page 08

Sabes quando tu tens um guri lindo por quem tu estás apaixonado, tens amigos legais, família boa, um certo dinheiro no banco, mas sente falta de alguma coisa? Sente falta de um passado que nunca teve, de algo que nunca viu. Saudade essa que dói e aperta o peito. Vontade de estar morto. Pensando bem, já estou morto. A ausência da vida em mim se faz na inércia em que meu ser se encontra. Acho que estou vivendo em função de algo, e não de mim mesmo. Quero terminar com isso.

Anos atrás tentei, e como podem perceber não consegui voltar às Terras de Verão. Olhando bem a velocidade que este trem entrou na plataforma, creio que seria um impacto forte e grande, acho que seria válido desta vez. Já não me pondero mais sobre os meus pensamentos. Já não me importo mais com os olhares, os julgamentos, as vozes. Me deixei viver e continuar vivo. Então vamos viver. E venho vivendo há tempos. Confesso que em algumas horas deixo de viver e sobrevivo, como agora.

Meu peito aperta e me lembro daquele que nem mais o nome lembro. Amores líquidos. Sociedade líquida. Amor de bolso. Talvez seja lugar que me fez nele pensar,  nunca me senti confortável na estação Paraíso, fora um erro ter vindo aqui hoje, mas meus pés me trouxeram para cá. Já fui melhor em entender as sutilezas da vida. Mas não entendi essa.

Sei tudo aquilo que não quero para o hoje. Não quero ir para casa, visitar meus avós, saltar na frente do trem (se bem que ainda estou pensando nisso, mas também penso no choque que seria um suicida para o maquinista. Melhor deixarmos para outro dia, também porque gosto muito da camiseta que estou vestindo 🙂 ). Sei de tudo aquilo que quero, ou penso querer. Quero ficar abraçado ao Dan (sim, ele realmente me faz bem), assistir algum filme, andar sem rumo, conversar com alguém e ao mesmo tempo ficar em silêncio, estar com alguém e ficar sozinho meu canto. Acho que queria ⭐️ morto. Ah, maldita indecisão! Alguém aí, por favor, me ajuda a decidir. Alguém decida por mim o que quero ou faço.

Acho que vou meditar. Me fechar no mundo do silêncio. Meditar em meio às milhares de pessoas que passam por aqui. Encontrar o silêncio em meio às vozes, passos. Silêncio. Escuro.

De hoje em diante que estar junto ao Dan, sério. Estou me propondo a isso, e quero que seja eterno enquanto dure e que dure pela eternidade. Ele é a melhor pessoa que conheci em anos, melhor coisa que me aconteceu. No momento que eu duvidava de tudo, de mim, de nós, ele mostrou que existe um nós. Acho que a paixão ficou um pouco para trás e agora o que vivo é o Amor. Ele deixou a irmã e veio ao meu encontro, mesmo tendo passado tantos dias ao meu lado. Sério, estou amando. E gente, me sinto estranho. Hahahahah. Desculpem-me por ser tão sincero, mas faz tanto tempo que não amo alguém de verdade que me sinto um completo idiota sentindo essa força em meu peito. Tu deves saber, meu belo guri, que tenho pensado em ti todos esses dias, e quero continuar pensando em ti por mais muitos dias. Por favor, faça parte dos meus próximos dias.