Chapter 2015 – Act 08, Page 13

Sorrisos e mais sorrisos. Sorrisos sinceros causados por uma mensagem de voz, ao fundo uma melodia romântica, no primeiro plano do áudio, tua voz, firme e sedutora, recitando um dos teus mais belos poemas, houve até menção de que me queres mais colado em ti do que cueca apertada. Em um momento tão romântico e pelo horário da mensagem, ignorar-ei a redundância em uma parte do poema, redundância essa que poderia ser intencional, vinda de tão exímio conhecedor da nossa língua. O que mais posso eu dizer além de “fique comigo para sempre, por favor, meu belo paladino”.

Sim, sou eu um tolo apaixonado que viveu em busca do príncipe encantado. Prazer, pois assim sou eu. Valeu a pena eu ser um tolo apaixonado e acreditar no príncipe encantado. Sabia que um dia lhe encontraria. Obrigado, meu amor.

Sempre disse que gostaria de ser poeta, mas poeta não sou e pela cueca, em sua rima, apaixonado estou. Para ser bem sincero, nunca fui um bom trovador, mas em minhas prosas a veracidade dos meus atos e verdades ocultas de minha mente se transcrevem, e nos mais desconexos textos aos olhos do leitor desatento, traduzem-se em contos.

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