Chapter 2014 – Act 09, Page 14

Acordar ao teu lado é sempre tão bom, meu belo príncipe. Te olhar dormir é a melhor parte da manhã, e a vontade de abraçá-lo e passar mais algumas horas ao teu lado é imensa. Mas, feliz ou infelizmente, algo na minha vida conspirou para que eu tivesse que trabalhar todos os dias (creio que seja para eu aprender alguma coisa que, ainda, me parece abstrata), e assim viver até ser herdeiro. Não, pera. Acho que o tempo para ser herdeiro já passou e as coisas também não estão muito certas para a família.

Hoje minha mãe me ligou para dar mais notícias sobre o estado clínico do meu avô e parece que as coisas não estão muito bem. Já não é segredo para nenhum de nós que eu já sabia disso há algum tempo, tanto que já havia comentado com a minha prima sobre o que fazer quando esse momento chegar, precisaremos ser mais fortes do que já somos e aprendemos a ser. Nós, os mais jovens, somos os melhores para a tomada de algumas decisões que competem aos mais velhos, somos os mais centrados para muitas coisas nessa família, porém os menos levados a sério. 

E, por falar novamente em família, hoje irei concretizar à minha mãe que sairei de casa ainda esse mês para morar com o meu mais caro amigo, meu irmão e parceiro, o Allan. Ele e a Mitcha são as melhores pessoas do mundo, e toparam dividir o apê comigo. A vida não está fácil para ninguém e não será nada simples quando eu comunicar isso à mamãe. Sei que ela irá chorar, fazer um drama sem precedente e ainda assim continuar me amando, e eu a ela. Mas há certas coisas na vida que precisam ser diferentes para aprendermos e continuar vivendo, já que minha mãe não aprendeu comigo lhe mostrando todos os pontos que precisavam ser revistos nesses últimos 6 anos, chegou a hora de vivermos por nós mesmo. Já não consigo me sentir culpado ou errado, já passei de muitos pontos e agora me sinto um tanto quanto frágil por toda essa situação, e sinto que já não sou mais capaz de ter o sentimento por nada. Sei o quão Shakespeariano isso soa, mas é assim que me sinto nesse momento. Sei que minha irmã falará horrores de mim para o mundo, mas se eu ligasse para o que as pessoas falam acabaria vivendo isolado do mundo. Hoje o gesto mais belo foi o da Raissa ao dizer-me que continuará desmentindo as falácias da minha irmã perante ao resto da família. Ninguém me conhece tão bem quanto a minha prima. Obrigado. 

Ao meu pretendente a príncipe encantado devo agradecer por aguentar o meu humor oscilante aliado à ligeira depressão que me assola. Talvez ele não saiba, ou já saiba sendo um adicto no blog, o quanto ele se tornou importante para mim. Aprendi a amá-lo desde o momento em que o conheci pessoalmente, e ainda mais hoje ao saber que ele, mesmo após ter vasculhado tudo sobre a minha vida, me achou interessante para sairmos. Sei que não sou a pessoa mais fácil de lidar no mundo, mas até que sou legal (prepotente também, assim como tu és) e ridículo. O mais legal nesse relacionamento é que somos dois idiotas, patéticos e cheios de amor. 

Mas, como a vida não é feita de flores, chegou o momento maravilhoso que terei que pegar o bus para a casa da minha mãe. Essa será a segunda vez que saio da casa da minha mãe esse ano, espero que ela não faça nenhuma chantagem emocional, pare de comer e ente em depressão para eu voltar. Espero que ela entenda que não consigo mais conviver no mesmo espaço e local que a minha irmã, tudo era tão mais feliz quando ela não estava morando com a gente. Ok, não ei de chorar pelo leite derramado, ei de seguir em frente e rumar à felicidade, a minha felicidade. 

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