Chapter 2015 – Act 11, Page 02

O problema é esse, acho que te levei muito à sério. O que esperar de um garoto com atitudes infantis e mimadas, que mal demonstra preocupação pelos outros, até mesmo por mim? Apostei. Arrisquei. Perdi.

Já dizia a canção: “acho que não sei quem sou, só sei do que não gosto”; e é com essa letra que minha mente insone é preenchida. Efêmeros são os pensamentos que por tempos mantive em recesso. Desisti. Me propus a fazer dar certo, mas a tua arrogância aliada à prepotência me sufocou, me feriu. Meu peito ainda sangra, mas no auto de meu conhecimento e vivência, sei que é melhor sangrar, do que gangrenar depois. 

Tu achas mesmo que mentir para mim é a melhor saída? Sério mesmo que tiveras essa doce ilusão? Há muitos pontos soltos nas tuas histórias, muitas delas são verídicas, mas outras tu simplesmente pensou que me fazia de tonto. Hoje, tu vais ao teatro após dizer que não estavas bem e tinhas “ruído”. Fostes ao teatro no qual eu me formei, aí eu penso se tu fizestes de propósito ou por ignorância. Quem sabe foi pelo fato de tu nunca ter se importado realmente comigo? Não sei o que pensar ou dizer. Apenas observo e sinto. 

Há tantas coisas para lhe falar, garoto, que não sei por onde começar. Seria melhor que tu não postergasse tanto assim nossa conversa. Pretendo te ligar agora, pois sei que tu estás com o celular em mãos. Mandarei uma mensagem antes para tu se preparar, já avisar teus amigos que eu irei ligar. Do fundo do meu coração espero que tu me atendas, até porquê, quero apenas marcar a nossa conversa. Se tu se importasse de verdade comigo, não esperaria eu te ligar, e sim me ligaria ao ver a mensagem. Após tu recusar a ligação, devo dizer que tu és um tolo. Apena isso. Infantil e imaturo também lhe servem muito bem. 

Quando falo que és infantil, me refiro às tuas atitudes, como, por exemplo, postar a foto com os teus amigos, apenas para me alfinetar. Tenho certeza de que tu dirá que tens os teus motivos e estes que são outros, mas no fundo sabes o que tua atitude representa.

Não sei se devo te contar isso, mas estou realmente puto nesse exato momento que tu respondes a mensagem dizendo que não me atendeu, pois sabes que estou “agressivo”. Meu estado agressivo é uma coisa que tu nunca viu, e também nunca verás, mas não se sinta especial por isso.

Tu me cobras espaço e dizes que te colocas no meu lugar e sabe que tu estás distante. É nesse ponto que somos diferentes, pois eu lhe dou espaço e lhe cobro apenas sinceridade (me disponho a isso, pois tentei fazer dar certo), já tu sabes o quanto me machucas com tuas atitudes mesquinhas e não se dispõe a fazer diferente. A sinceridade de tanto lhe peço, deixa de existir na tua parte. Queres exemplos? O teu Tinder, o sumiço, a falta de um convite para a peça de sexta ou o convite para fazer algo após a peça com teu amigo, ou será que devo usar aspas ao citar o amigo? Ou mesmo, a falta de verdade e sinceridade para dizer que não estava afim de me ver na sexta. Tu já me conheces bem o suficiente para saber que eu ficaria chateado por tu não querer fazer nada após o teatro, mas te entenderia mais do que a ausência da verdade e sinceridade. 

Tu não me és leal e nunca foi. Se diz leitor desse blog, mas ao menos se deu o trabalho de ler outras páginas e ver que sou adepto da lealdade (que está intrínseca à sinceridade), e estou cagando para todos os protocolos sociais. Cagando até mesmo para a definição de Nietzsche sobre o amor e o relacionamento. CAGANDO. 

Não sei se isso te alegrarás, mas tu me machucou muito. Pela primeira vez verti míseras 3 lágrimas  por causa de homem, devo riscar a palavra homem e usar garoto, pois esse título cabe melhor em ti. Três fucking lágrimas. Não mereces mais do que isto., na verdade não merecia nem mesmo uma. Realmente tu fostes um príncipe encantado para mim, mas o encanto “era pouco e se acabou”. Estou decidido a terminar, de peito limpo, consciência leve e sem rancor. Estou bem comigo mesmo, pois sei que fiz tudo que pude para dar certo, mas um relacionamento não existe apenas com uma pessoa. São duas. E o modelo de relacionamento que eu acredito, acho que tu nunca entendeu isso direito, se baseia na sinceridade e interesse, ou seja, me refiro à participação na vida um do outro, no interesse em saber como estás, se precisas de algo, se queres conversar ou ter teu espaço. Isso tudo se baseia no interesse, interesse esse de fazer parte efetiva da vida do outro. Mas eu sei que tu nunca entendeu isso, pois relacionamento para ti deve ser igual nos tempos de colégio que pegamos nas mãos durante o intervalo e dizemos que somos namorados, aí quando cada um vai para sua casa, vive a sua vida como se não existisse o outro, fazendo assim o que quiser sem se importar, até ele não fazer mais parte da tua vida. Acho que nesse modelo ilustrado, da até para arrumar outros trouxas no meio do caminho e brincar da mesma forma, fazendo isso com mais e mais pessoas, ao mesmo tempo. É estranho como isso soa tão bem quando o tema és tu.

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