Chapter 2015 – Act 11, Page 30

8h01. Me olho nos olhos e nada vejo. Noite mal dormida, sonhos inquietantes com vozes, gritos, tiros, um nome, olhares furtivos, um vulto, muitos mortos. Acordei. De frente ao espelho encaro a minha verdade, é segunda-feira e me recuso a ter vontade de ir à agência que trabalho, ainda mais sabendo que hoje pode ser meu último dia lá. E se for, sairei muito feliz. Chega de abusos, de promessas, de vida infeliz. Chega de tudo isso. Talvez não seja meu último dia, se não, continuarei na busca incessante por outra agência e, até mesmo, cliente. Talvez seja o momento de pegar editais de concursos públicos e começar a estudar. 

8h37. O metrô lotado é tão desanimador quando já não há a vontade de ir à agência. Chegarei hoje e terei que desenvolver todo o projeto cagado e sem briefing, do jeito exato que a atendimento quer, não há como apresentar outra coisa, pois a dona fomenta as atitudes da atendimento. O que dizer, não é mesmo? 

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