02 de Junho | Dia Internacional da Prostituta

DA - Whores Day

 

Homenagem às Prostitutas

02 de Junho | Dia Internacional da Prostituta

 

Tribute to Whores

July, 2nd | International Whores Day

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30 coisas que você nunca vai ouvir de um paulistano

estou em dúvida entre o item 22 e 23. Ainda não sei qual desses falar primeiro .
hahahahahahahaha

neozeitgeist

1. Vem de carro? Pega a Rebouças, melhor coisa.

2. A avenida do Estado está cada vez mais aconchegante.

3. Pra mim chega, vou me mudar pra Guarulhos.

4. Um minhocão é pouco, tinha que ter uns cinco.

5. Eu pego a linha cento e setenta e sete ípsilon traço dez.

6. Ah, o São Vito… Doces memórias.

7. Você está certo, caro ciclista, aquela luz vermelha é pra todo mundo menos pra você.

8. Nossa, achei que você, que está com colete laranja e prancheta na Paulista, nunca viria falar comigo. Pois não?

9. Não sei onde você mora, mas em SP todos os taxistas sabem chegar a qualquer lugar. E rápido.

10. Pode sair do vagão, eu espero.

11. A 23 tá uma delícia.

12. Os motoboys estão buzinando pouco, que estranho.

13. Pelo menos o taxista veio ouvindo Sonic Youth. 

14. Pitta, melhor prefeito.

15. Ponte Octavio…

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Beltane

Beltane

Sim, vim da terra fundida com a água, erguido pelo ventos e forjado pelo fogo, tive o sopre do espírito e em mim residem todos os elementos.

É chegado o momento de celebrar a primavera, o grande casamento e o mais alto dos nossos costumes. Ergue-se a fogueira e vamos todos celebrar, nos despir e cantar. E na fogueira eu queimo tudo aquilo que me faz mal, para o fogo eu lanço tudo aquilo que já não me serve e nem acrescenta, e trago o fogo para a minha vida, para que queime e germine novamente.

A fertilidade vem em boa hora, e todos os ciclos se renovam. É chegado o momento de sentir a força da Grande Mãe e pedir-lhe sabedoria e bons frutos. Chegou o momento de revolver a terra e plantar, bons frutos ei de colher em breve.

 

texto de 2010

Convivo com a ideia da morte todos os dias. A nossa pequena grande diferença é que não consigo mostrar meus sentimentos, aprendi a assumir uma personagem, que molda todos seus sentimentos. Enquanto por fora me mostro inabalável e inatingível, por dentro, vivo em ruínas. Tento me erguer dos destroços e das cinzas mas não consigo, então é mais fácil representar, mostrar uma aparência, ao invés de tentar realmente “arrumá-la”. A realidade é crua e dura. Também vivo em um mundo de fantasia, só que no meu mundo somente eu mando. Não existem estranhos colocando o bedelho onde não são chamado.

Estâncias para Música

Alegria não há que o mundo dê, como a que tira.

Quando, do pensamento de antes, a paixão expira

Na triste decadência do sentir;

Não é na jovem face apenas o rubor

Que esmaia rápido, porém do pensamento a flor

Vai-se antes de que a própria juventude possa ir.

Alguns cuja alma boia no naufrágio da ventura

Aos escolhos da culpa ou mar do excesso são levados;

O ímã da rota foi-se, ou só e em vão aponta a obscura

Praia que nunca atingirão os panos lacerados.

Então, frio mortal da alma, como a noite desce;

Não sente ela a dor de outrem, nem a sua ousa sonhar;

toda a fonte do pranto, o frio a veio enregelar;

Brilham ainda os olhos: é o gelo que aparece.

Dos lábios flua o espírito, e a alegria o peito invada,

Na meia-noite já sem esperança de repouso:

É como na hera em torno de uma torre já arruinada,

Verde por fora, e fresca, mas por baixo cinza anoso.

Pudesse eu me sentir ou ser como em horas passadas,

Ou como outrora sobre cenas idas chorar tanto;

Parecem doces no deserto as fontes, se salgadas:

No ermo da vida assim seria para mim o pranto

 

 

Lord Byron

Pai não é aquele que faz, Pai é aquele que cria

Ontem estava devaneando sobre uma homenagem ao Dia dos Pais, mas não tenho repertório para escrever sobre. Meu pai é tudo aquilo que eu mais odeio em uma pessoa. No começo da semana tive que me desdobrar em milhares para fazer uma comunicação homenageando os pais, mas nunca senti vontade de assim o fazer com o meu, logo não tenho base cultural para isso, e pesquisando muito neste maravilhoso mundo da internet, descobri que um pai deveria ser tudo aquilo que queremos ser quando crescer, o pai deveria nos inspirar confiança e segurança, nos devia inspirar amor e compaixão, valores éticos e morais, valores e apenas valores. Comecei a revirar minhas emoções, minhas lembranças e, me lembrei de uma coisa que sempre disse “pai não é aquele que faz, mas sim aquele que cria”, portanto eu tenho um pai, aliás, tenho um pai e meio. Meu verdadeiro pai é o meu avô, o melhor homem deste mundo, ele sim me inspira confiança, segurança, amor e compaixão, ele sim me ensinou valores morais e éticos, eu sempre me preocupei em ser alguém de quem meu avô sentiria orgulho, meu avô é meu verdadeiro herói. A outra metade corresponde ao meu irmão, e talvez tu me perguntes o porquê ele ser só uma metade, é que ele é meu irmão, o cara que me dava broncas sem sentido, brincava de me deixar roxo tapando minha respiração, o cara com quem eu brincava de lutinha nas horas vagas, o cara que me ensinou a ‘malandragem’ das ruas e como me virar sozinho por esse mundo, um homem que me ensinou o que é sentir orgulho e me fez admirá-lo por aquilo que ele se tornou.

Sim, hoje tenho a quem homenagear, a quem verdadeiramente homenagear, e acho que essa homenagem não deve ficar apenas nesta data comercial que usamos para gerar lucros às empresas. Por mais que eu não fique falando todos os dias o quanto amo as pessoas que tiveram uma importante participação na construção moral do meu ser, eu as amo verdadeiramente. Obrigado vô, obrigado irmão, sem vocês eu não teria sido metade do que me tornei hoje, e acho que vocês tem algo para se orgulhar de mim, cresci forte, trabalho com o que amo, sou feliz do jeito que sou, sustento meus vícios, aprendi a me virar sozinho, emprego todos os dias os conceitos que aprendi com vocês, aprendi que a verdade deve estar acima das coisas, por mais dolorosa que ela possa ser, aprendi que ainda tenho muito a aprender. E, hoje também não posso deixar de homenagear a minha mamãe, ela que sempre esteve ao meu lado em todos os momentos, dos mais difíceis aos mais fáceis. Obrigado por existir mamãe, sem você eu não existira hoje, literalmente.

Conquistando as alas

Juntos, num só espaço atemporal e sem forma humana, mas havíamos nos fundido de forma tão especial, que ficou impresso em mim a real razão da vida, tão cheio de luz, sabedoria, conhecimento, magia e poder. Minha Mente tão unida e comigo, que realmente conseguimos ser um único ser, de memória intrínseca, de ações unânimes, de voz triunfante, armados para a batalha de intelecto com as melhores armas, voz, coração e cérebro. Numa noite escura, saímos do nosso mundo particular, não havia nada do lado de fora da sala, apenas a habitual escuridão do castelo, e o frio que me congelava por inteiro, um frio que mistificava o medo e o desespero, confesso que tive vontade de voltar pra sala e me trancar ali por mais algum tempo, mas minha Mente me forçou a continuar, nos guiando pela escuridão do castelo com tanta luz nos circulando, eu mal podia enxergar adiante, apenas me movia por instinto.
Passamos noites e dias caminhando pela escuridão, vasculhando cada sala, cada ala, cada fresta, e nenhum sinal do Corpo. Varremos as alas Oeste, Norte e Sul, saudando todos os guardiões que se estabeleceram ali, compilamos a sabedoria e a força do Ar, da Terra e do Fogo, e agora rumávamos ao encontro do guardião da torre Leste, senhor da sabedoria e força da Água. O mais volátil dos elementos, ela que é o ventre vivo da mãe, ela que gera a vida e regenera tudo, ela que alimenta e nutre, ela quem cuida e protege, ela que leva também a destruição, ela que tem vida e vontade própria, ela que é viva e temperamental. Caminhamos e chegamos, à entrada da ala Leste, sombria e temerosa, pela primeira vez na vida tive medo de adentrá-la, pela primeira vez tive medo daquilo que poderia me aguardar no mais profundo da escuridão do meu ser, do meu castelo, da minha vida, o escuro me olhava e sentia seu ódio de ter sido deixado de lado por anos, respirei fundo e entrei, já não mais podia enxergar na escuridão, não sabia mais por onde caminhar, e tão pouco conseguia voltar agora, me senti perdido e sozinho por entre as sombras e névoa, me senti perdido por entre meu próprio mundo.
Caminhando sem rumo, sem destino e sem saber por onde pisar, cheguei a conclusão de que nada adiantava tentar fugir de mim mesmo, descobri que havia andado muito e não tinha saído do lugar, que apenas caminhava em círculos por entre as lápides que surgiam do chão, tentava olhar pelas altas janelas, e nada conseguia ver do lado de fora, então desci às masmorras. O pânico me assolava e eu não encontrava mais sentido para estar ali, não sabia o quê ou quem procurava, chorei pela ignorância, chorei por ter esquecido tudo, por estar perdido, por ter sido extremamente ignorante, chorei por estar vivo. Nunca, em toda minha vida, desejei tanto minha morte quanto agora, por entre as lágrimas implorei à deusa que me levasse de volta, que ceifasse o fio de vida sustentava meu corpo, me sentia incapaz, fraco e covarde por não conseguir acabar com aquela dor, covarde por não conseguir dar fim à minha vida, covarde por não querer voltar ao vale. Abandonei a vida e desisti de tudo, desisti do Sol e da Lua, do claro e do escuro, desisti da vida novamente e me definhei por entre as masmorras, sozinho, apenas com o frio e a umidade.
Após muito tempo sem me mover, já não sentia mais meu corpo, apenas comecei a ouvir uma goteira de água pingando incansável ao longe, a única coisa que consegui pensar foi que a água gerava a vida. Vida, o que é isso para alguém que têm o espírito morto? Relutante, me arrastei até à goteira, pude perceber que as gotas vinham das intermináveis lágrimas do guardião da torre de observação do oeste, tão alto, grande e imponente, suas lágrimas silenciosas escorriam dos seus olhos, passam pela lâmina da sua espada, e desaguava numa poça próxima ao seu pé direito. Pela primeira vez senti conforto ao ver alguém chorar, ao ver alguém ali, eu não passava de mais uma sombra para ele, algo morto e esquecido num canto escuro, bebi das tuas lágrimas límpidas e senti o gosto doce da sabedoria, pude sentir minhas cordas vocais vibrarem e então criei coragem para lhe perguntar porque ele chorava, ele me respondeu que chorava pela dor da perda do mestre daquele castelo, que agora começava a ficar em ruína.
Sentei, olhei para o meu reflexo distorcido na poça d’água, e me perguntei quem eu era e o que havia feito todo esse tempo no escuro, e não tive respostas. Aquelas lágrimas começaram a doer em mim, senti que falhei, e que essa falha afetou a todos que estavam ao meu redor. Resolvi então enxergar pela escuridão, e procurar sentido na vida ao meu redor, aprender novamente sobre tudo e comecei a sentir que aquela escuridão era minha, e eu que mandava nela, e que também a emanava.