Senhora

William Waterhouse

Sou a negra que grita na senzala,

o grito de dor que assombra teu ser,

a voz que te encanta nos teus piores pesadelos,

a mulher que geme o gozo da dor de não ter escolha.

Sou senhora da minha arrogância,

matrona da minha ignorância e mulher das minhas escolhas.

Sou eu a senhora que grita e venta,

que alimenta teus pensamentos mais sórdidos

que dá azo à tua sagacidade.

Sou mãe da minha jornada,

amo meus amores,

seu sexo e dissabores.

Vento na noite fria, pois sou mulher e rainha.

Sou senhora,

Sou.

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How hungry next time?

The Boy Hero

This crazy place where gold sits in plain view beside an ideal

And a hungry man steals the ideal

Makes from it a simple piece and wears it proudly in the streets

For everyone to admire.

.

How hungry must he be to let gold hang from someone else’s neck

To leave it on the field

To let it gild marble walls and lofty altars

And languish in vaults?

.

How hungry to toss together rickety foundations of refuse

And mounting them, raise a naked fist

To a smiling sky

That showers golden stardust on the sated

And leaves the famished to die?

.

How hungry must he be, next time walls fall

To leave gold to the rubble

And build something of value

Beneath the smiling sky?

.

Jason Anderson, 2014

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Estâncias para Música

Alegria não há que o mundo dê, como a que tira.

Quando, do pensamento de antes, a paixão expira

Na triste decadência do sentir;

Não é na jovem face apenas o rubor

Que esmaia rápido, porém do pensamento a flor

Vai-se antes de que a própria juventude possa ir.

Alguns cuja alma boia no naufrágio da ventura

Aos escolhos da culpa ou mar do excesso são levados;

O ímã da rota foi-se, ou só e em vão aponta a obscura

Praia que nunca atingirão os panos lacerados.

Então, frio mortal da alma, como a noite desce;

Não sente ela a dor de outrem, nem a sua ousa sonhar;

toda a fonte do pranto, o frio a veio enregelar;

Brilham ainda os olhos: é o gelo que aparece.

Dos lábios flua o espírito, e a alegria o peito invada,

Na meia-noite já sem esperança de repouso:

É como na hera em torno de uma torre já arruinada,

Verde por fora, e fresca, mas por baixo cinza anoso.

Pudesse eu me sentir ou ser como em horas passadas,

Ou como outrora sobre cenas idas chorar tanto;

Parecem doces no deserto as fontes, se salgadas:

No ermo da vida assim seria para mim o pranto

 

 

Lord Byron

My change !

Matheus Pinto

E quando você muda e reformula, as pessoas estranham e assustam.
Mas como mudar sem causar, causar espanto, causar impacto e causar diferenças?
Me olho no espelho e me agrada o que vejo, queria ser tantas coisas e sou tudo aquilo que posso e devo ser. Sou eu e apenas eu, nada mais e nem ninguém.
Caminho sozinho pelo escuro da noite, com a voz de muitos e a força de milhares, sou errante estrela derradeira que cruza o céu e mancha seu negror com brilho irradiante, sou eu um ponto de luz na escuridão, que ilumina e alumeia. Sou eu a escuridão, que acolhe e assombra, sou eu e apenas eu.

photo by Nicole Felime.

Perseu ! (?)

Perseu

Perseu ! (?)
Que na verdade é meu Apolo, Adonis, Hércules e Narciso.
Que na verdade é um misto de tudo, e nada de nada.
Que na verdade é um poeta sonhador, um tanto medroso.
Que na verdade é um apaixonado, que faz sonatas.
Que na verdade é um pianista que vive a vida com a riqueza dos detalhes e soberania das mãos macias e rijas.

My Soul, my mind, my reality

you died into me
none diamonds can pay
this is my reality, so hard reality
i can recovery my position,
’cause you make me lost my heart

look, they all scream into my mind
this scream sick me
i’ll die, and you will feel my pain
i’ve listened you, but no more i’ll.

look into my eyes,
see my power,
i’ll be wake of this nightmare
and you? i dont know !