02 de Junho | Dia Internacional da Prostituta

DA - Whores Day

 

Homenagem às Prostitutas

02 de Junho | Dia Internacional da Prostituta

 

Tribute to Whores

July, 2nd | International Whores Day

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Beltane

Beltane

Sim, vim da terra fundida com a água, erguido pelo ventos e forjado pelo fogo, tive o sopre do espírito e em mim residem todos os elementos.

É chegado o momento de celebrar a primavera, o grande casamento e o mais alto dos nossos costumes. Ergue-se a fogueira e vamos todos celebrar, nos despir e cantar. E na fogueira eu queimo tudo aquilo que me faz mal, para o fogo eu lanço tudo aquilo que já não me serve e nem acrescenta, e trago o fogo para a minha vida, para que queime e germine novamente.

A fertilidade vem em boa hora, e todos os ciclos se renovam. É chegado o momento de sentir a força da Grande Mãe e pedir-lhe sabedoria e bons frutos. Chegou o momento de revolver a terra e plantar, bons frutos ei de colher em breve.

 

Chapter 2013 – Act 09, Page 28

Yori Ibeji

E a parte mais marcante da noite foi o quase choro da Mariazinha, que não queria ir embora da festa, mas o vôvô estava a chamando para voltar. Ela não quis nem saber do parabéns e muito menos do bolo, e me pediu a boneca dela, azul como as vestes da mamãe. E então dormiu, um sono leve e profundo ao mesmo tempo, e de repente estava eu ali, sentado no chão, com os braços todos melados de mel, a calça cheia de beijinho amassado, brigadeiro no cabelo preso e uma leveza no corpo que dava até gosto. Que os deuses a abençoem Mariazinha.

E o Pedrinho, posso confessar que fiquei com dó dele? Ele veio no encerramento, a luz apagada e ele sem sua risadinha feliz e ligeira, ele estava sério e um pouco bravo, e quando lhe perguntei se ele estava bravo ele respondeu categoricamente que havia vindo para trabalhar, aí que compreendi sua “braveza”, talvez ele queria ter vindo brincar, e hoje eu havia lhe separado o “jacaié”, mas ele nem quis saber. Bravo que só ele, fez o que tinha que fazer e partiu, meio à contra gosto de ter vindo, um pouco chateado por não tido festa e nem tempo para brincar. Mas Pedrinho, não fique bravo, haverá doces e bebidas para você quando chegarmos em casa, lhe prometo.

Alexandre, o Grande, Alexandre

Ele nasceu no mês do leão, sua mãe uma bacante
E o rei seu pai, um conquistador tão valente
Que o príncipe adolescente pensou que já nada restaria
Pra, se ele chegasse a rei, conquistar por si só.
Mas muito cedo ele se revelou um menino extraordinário:
O corpo de bronze, os olhos cor de chuva e os cabelos cor de sol.

(Refrão)
Alexandre,
De Olímpia e Felipe o menino nasceu, mas ele aprendeu
Que o seu pai foi um raio que veio do céu

Ele escolheu seu cavalo por parecer indomável
E pôs-lhe o nome Bucéfalo ao domina-lo
Para júbilo, espanto e escândalo do seu próprio pai

Que contratou para seu perceptor um sábio de Estagira
Cuja a cabeça sustenta ainda hoje o Ocidente
O nome Aristóteles – nome Aristóteles – se repetiria
Desde esses tempos até nossos tempos e além.
Ele ensinou o jovem Alexandre a sentir filosofia
Pra que mais que forte e valente chegasse ele a ser sábio também.

Ainda criança ele surpreendeu importantes visitantes
Vindos como embaixadores do Império da Pérsia
Pois os recebeu, na ausência de Felipe, com gestos elegantes
De que o rei, seu próprio pai, não seria capaz.
Em breve estaria ao lado de Felipe no campo de batalha
E assinalaria seu nome na história entre os grandes generais.

Com Hefestião, seu amado
Seu bem na paz e na guerra,
Correu em honra de Pátroclo
– os dois corpos nus –
Junto ao túmulo de Aquiles, o herói enamorado, o amor

Na grande batalha de Queronéia, Alexandre destruía
A esquadra Sagrada de Tebas, chamada e Invencível.
Aos dezesseis anos, só dezesseis anos, assim já exibia
Toda a amplidão da luz do seu gênio militar.
Olímpia incitava o menino do Sol a afirma-se
Se Felipe deixava a família da mãe de outro filho dos seus se insinuar.

Feito rei aos vinte anos
Transformou a Macedônia,
Que era um reino periférico, dito bárbaro
Em esteio do helenismo e dois gregos, seu futuro, seu sol

O grande Alexandre, o Grande, Alexandre
Conquistou o Egito e a Pérsia
Fundou cidades, cortou o nó górdio, foi grande;
Se embriagou de poder, alto e fundo, fundando o nosso mundo,
Foi generoso e malvado, magnânimo e cruel;
Casou com uma persa, misturando raças, mudou-nos terra, céu e mar,
Morreu muito moço, mas antes impôs-se do Punjab a Gibraltar.

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Chapter 2013 – Act 09, Page 24

Sabe o que todo esse ódio que sinto me motiva a fazer? Escrever. É escrevendo que extravaso o meu ódio, ódio pelo teu descaso, ódio pela tua passividade, ódio por você ser tão submisso às ordens, ódio. Sinto ódio. Sou calmo, paciente, tranquilo, mas é necessário uma coleção de pequenas coisas que para me fazer sentir ódio e ir do zero a mil, num piscar de olhos. E por que contigo não seria diferente, se tu absténs-se da vida para agradar e ser submisso aos teus pais, de que me adianta estar contigo hoje? Não consigo compreender esse teu jeito de ser, de não ter motivo para lutar por uma vida melhor pra você, uma vida melhor pra gente. Porra, o que precisa para aprender? Acho que talvez sejas melhor para tu crescer e virar homem que eu me afaste de ti, assim aprenderá pela vida como ela pode ser amarga, e se preciso for, não hesitarei em saltar à deriva neste mar calmo, ou como tu mesmo dizes, nesta tempestade que estamos vivendo e eu não me molho. E certamente não ei de me molhar tão cedo, pois a vida me ensinou a conviver com os meus erros passados e não os cometer novamente, me ensinou também a frieza que se transformou no âmago no meu ser. Não sou obrigado a muitas coisas, e uma delas é ter que regredir o meu jeito de ser para agradar alguém.

Giovani Baffô